LI-RADS LR-M: maligno, não específico para CHC
LR-M marca a observação provavelmente ou definitivamente maligna cujo padrão não é típico de CHC, como o realce em alvo do colangiocarcinoma. A conduta habitual inclui biópsia para tipificação.
Conteúdo educativo para profissionais, segundo American College of Radiology (ACR), v2018 (TC/RM com contraste). A conduta final é sempre decisão do médico, com o contexto clínico do paciente.
O que significa
LR-M responde a uma pergunta diferente das demais categorias: não quanto de chance de câncer, mas qual câncer. A observação é provavelmente maligna, porém com padrão que não é típico de CHC, o clássico padrão em alvo (targetoid): realce periférico em anel, progressão centrípeta, restrição periférica à difusão ou aspecto em alvo na fase hepatobiliar.
A distinção tem consequência terapêutica direta: colangiocarcinoma intra-hepático e lesões combinadas têm tratamento e prognóstico diferentes do CHC, e o transplante pode ser contraindicado. Por isso o LR-M costuma exigir biópsia, enquanto o LR-5 a dispensa. Colocar um colangiocarcinoma na fila de transplante como se fosse CHC é o erro que a categoria existe para evitar.
Critérios que definem a categoria
Como aparece no laudo estruturado
“Lesão de 31 mm no segmento IV com realce periférico em anel e progressão centrípeta, padrão em alvo, maligna porém não específica para CHC (LR-M). Sugere-se biópsia para tipificação histológica.”
No Laudos.AI, o GUIDE sugere a categoria LI-RADS com os critérios ao lado do texto, e o LaudAI mantém a estrutura de Técnica, Análise e Impressão. A sugestão é sempre para a sua revisão: quem classifica e assina é você.
Todas as categorias do LI-RADS
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre LR-5 e LR-M?
Ambas comunicam malignidade provável ou definitiva, mas o LR-5 tem o padrão típico de CHC e dispensa biópsia; o LR-M tem padrão atípico (em alvo) que levanta outras hipóteses, como colangiocarcinoma, e por isso costuma exigir confirmação histológica.
LR-M sempre significa colangiocarcinoma?
Não. A categoria inclui colangiocarcinoma intra-hepático, tumores combinados hepatocolangiocelulares e até CHCs atípicos. A histologia é que define; a categoria apenas impede que o caso seja tratado como CHC sem confirmação.
Por que isso importa para transplante?
Porque os critérios de transplante para CHC não se aplicam ao colangiocarcinoma, cujo resultado pós-transplante é pior. O LR-M protege a decisão terapêutica de um falso rótulo de CHC.
Referências
- ACR LI-RADS v2018 CT/MRI Core · American College of Radiology · 2018
- LI-RADS no Laudos.AI: visão geral do sistema · Laudos.AI · 2026