Classificações Radiológicas
Sistemas de classificação padronizados usados em radiologia: BI-RADS, TI-RADS, LI-RADS, PI-RADS, Lung-RADS e outros.
BI-RADS
Breast Imaging Reporting and Data System (ACR BI-RADS 5th Edition, 2013)
Sistema padronizado do American College of Radiology para classificação de achados em exames de imagem mamária. Universalmente adotado, o BI-RADS garante comunicação clara entre radiologistas e médicos solicitantes, estratificando o risco de malignidade e orientando a conduta clínica.
ACR TI-RADS
Thyroid Imaging Reporting and Data System (ACR TI-RADS, 2017)
Sistema de classificação do American College of Radiology para nódulos tireoidianos baseado em pontuação de características ultrassonográficas. Utiliza cinco categorias de descritores (composição, ecogenicidade, forma, margens e focos ecogênicos) para atribuir pontos e estratificar o risco de malignidade, orientando a indicação de punção aspirativa por agulha fina (PAAF).
LI-RADS
Liver Imaging Reporting and Data System (ACR LI-RADS v2018)
Sistema do ACR para padronização de laudos de imagem hepática em pacientes com risco de carcinoma hepatocelular (CHC). Aplicável a adultos com cirrose, hepatite B crônica, CHC prévio ou em lista de transplante hepático. Classifica observações hepáticas desde definitivamente benignas (LR-1) até definitivamente CHC (LR-5), incluindo categorias para malignidade não-CHC (LR-M) e invasão tumoral em veia (LR-TIV).
PI-RADS v2.1
Prostate Imaging Reporting and Data System v2.1 (ACR, 2019)
Sistema padronizado para avaliação e relato de ressonância magnética multiparamétrica da próstata (RMmp). O PI-RADS v2.1 classifica lesões prostáticas de 1 a 5, estratificando a probabilidade de câncer de próstata clinicamente significativo (Gleason >= 7 / ISUP >= 2). A sequência dominante varia conforme a zona: T2W para zona de transição e DWI/ADC para zona periférica.
Lung-RADS
Lung CT Screening Reporting and Data System (ACR Lung-RADS v2022)
Sistema do ACR para padronização de laudos de TC de tórax de baixa dose em programas de rastreamento de câncer de pulmão. Classifica nódulos pulmonares encontrados incidentalmente em populações de risco (tabagistas e ex-tabagistas), estratificando o risco e orientando a conduta de seguimento. A versão 2022 incorporou revisões nos limiares de tamanho e condutas.
O-RADS MRI
Ovarian-Adnexal Reporting and Data System for MRI (ACR O-RADS MRI, 2020)
Sistema do ACR para classificação de massas ovarianas e anexiais em ressonância magnética. O O-RADS MRI estratifica o risco de malignidade de 0 a 5, orientando a conduta entre seguimento, cirurgia conservadora e encaminhamento oncológico. Utiliza características como conteúdo sólido, curva de realce e achados em difusão.
Classificação de Bosniak
Classificação de Bosniak para Cistos Renais (Versão Atualizada 2019)
Sistema de classificação para lesões císticas renais, desenvolvido por Morton Bosniak, que estratifica o risco de malignidade com base em características de imagem. A versão atualizada de 2019 incorpora critérios de RM e simplifica as categorias. Classifica cistos de I a IV, orientando a conduta entre seguimento e intervenção cirúrgica.
Kellgren-Lawrence
Classificação de Kellgren-Lawrence para Osteoartrose (1957)
Sistema de classificação radiográfica para graduação da osteoartrose (osteoartrite), desenvolvido por Kellgren e Lawrence em 1957 e amplamente utilizado até hoje. Baseia-se em achados radiográficos como osteófitos, redução do espaço articular, esclerose subcondral e cistos subcondrais. Gradua de 0 (normal) a 4 (osteoartrose grave).
Classificação de Garden
Classificação de Garden para Fraturas do Colo Femoral (1961)
Sistema de classificação para fraturas intracapsulares do colo do fêmur, proposto por Garden em 1961. Baseia-se no grau de desvio dos fragmentos na radiografia anteroposterior do quadril. Essencial para a decisão terapêutica: fraturas sem desvio (Garden I e II) podem ser tratadas com fixação interna, enquanto fraturas com desvio (Garden III e IV) frequentemente requerem artroplastia, especialmente em idosos.
Escala de Fisher
Escala de Fisher para Hemorragia Subaracnoidea (1980)
Escala desenvolvida por Fisher et al. em 1980 para graduar a quantidade e distribuição de sangue no espaço subaracnoideo em TC de crânio sem contraste, após ruptura de aneurisma intracraniano. Classifica de grau 1 a 4 e é utilizada para predizer o risco de vasoespasmo cerebral sintomático, principal complicação tardia da hemorragia subaracnoidea (HSA).
ASPECTS
Alberta Stroke Program Early CT Score (ASPECTS, 2001)
Escore topográfico quantitativo para avaliação precoce de isquemia no território da artéria cerebral média (ACM) em TC de crânio sem contraste. Desenvolvido por Barber et al. em 2001, o ASPECTS divide o território da ACM em 10 regiões padronizadas em dois cortes axiais (ao nível dos núcleos da base e acima). Cada região com alteração isquêmica precoce subtrai 1 ponto, totalizando 0 (isquemia difusa) a 10 (sem alterações). Amplamente utilizado para seleção de pacientes para trombectomia mecânica.
Escala de Fisher Modificada
Escala de Fisher Modificada para Hemorragia Subaracnoidea (Claassen, 2001)
Escala revisada por Claassen et al. em 2001, que aprimora a escala de Fisher original para melhor predição de vasoespasmo e infarto cerebral tardio após hemorragia subaracnoidea aneurismática (HSA). Classifica de 0 a 4, incorporando a presença de hemorragia intraventricular (HIV) como fator de risco independente e eliminando a paradoxal inversão de risco entre graus 3 e 4 da escala original.
Sistema TNM
Sistema TNM de Estadiamento de Tumores Malignos (AJCC/UICC, 8a Edição, 2017)
Sistema de estadiamento oncológico universalmente aceito, mantido conjuntamente pelo American Joint Committee on Cancer (AJCC) e a Union for International Cancer Control (UICC). A 8a edição (vigente desde 2018) classifica tumores malignos em três componentes: T (tamanho e extensão do tumor primário), N (envolvimento linfonodal regional) e M (metástases à distância). A combinação TNM determina o estágio anatômico (I a IV), orientando prognóstico e planejamento terapêutico.
RECIST 1.1
Response Evaluation Criteria in Solid Tumors, Version 1.1 (2009)
Critérios padronizados para avaliação de resposta tumoral ao tratamento em ensaios clínicos oncológicos e prática clínica. O RECIST 1.1, publicado em 2009, define regras para seleção e medição de lesões-alvo, estabelecendo categorias de resposta baseadas na variação da soma dos maiores diâmetros. É o padrão internacional para avaliação de resposta em tumores sólidos.
Critérios de Fleischner
Critérios de Fleischner para Nódulos Pulmonares Incidentais (Fleischner Society, 2017)
Diretrizes da Fleischner Society (atualização de 2017) para manejo de nódulos pulmonares incidentais detectados em TC de tórax em pacientes >= 35 anos sem câncer conhecido. Diferente do Lung-RADS (usado em rastreamento), os critérios de Fleischner aplicam-se a nódulos encontrados incidentalmente em TCs realizadas por outras indicações. Consideram tamanho, tipo (sólido, subsólido, vidro fosco puro), número (único ou múltiplo) e fatores de risco do paciente.
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