A métrica de 52 segundos
Como medimos
O relógio abre quando o radiologista abre o editor do laudo e fecha na assinatura. Não contamos o tempo de aquisição da imagem, a fila do PACS nem etapas administrativas: a métrica isola exatamente a parte do fluxo em que a plataforma atua.
A janela é móvel, de 30 dias, recalculada sobre laudos finalizados em produção. O número publicado corresponde à janela de 09/04/2026 a 09/05/2026, com 5.200 laudos finalizados. Casos normais e complexos entram juntos: a mediana ficou em 52 segundos e a média, que carrega os casos complexos, entre 3 e 5 minutos.
O que os números não dizem
Velocidade não é qualidade. Um laudo rápido e errado é pior do que um laudo lento e certo, e nenhuma métrica de tempo substitui a revisão médica: a IA estrutura e sugere; revisão, edição e assinatura são sempre do radiologista, em linha com a Resolução CFM 2.454/2026.
A telemetria é agregada e de uso assistivo. Ela não mede acurácia clínica, não compara instituições entre si e não deve ser lida como promessa de resultado para a sua operação: o seu caso se mede no seu piloto, com a sua régua.
Velocidade ao lado de qualidade
Por isso a velocidade nunca aparece sozinha: a qualidade do modelo é avaliada em público, caso a caso, no LaiBench, com avaliação cega e metodologia versionada. Quem quiser conferir o desempenho clínico confere lá, não em uma frase de marketing.
O baseline manual de ~10 minutos por exame vem de literatura revisada por pares (Forsberg et al., Journal of Digital Imaging, 2017), não de estimativa própria. É essa régua que sustenta a conta de ≈10 horas devolvidas a cada 100 laudos.
Mediana e distribuição medidas em produção, do editor aberto à assinatura. A média inclui os casos complexos. Ver metodologia