A diretriz certa, no momento do laudo.
GUIDE conecta o conteúdo do laudo às diretrizes de categorização e conduta. Ao reconhecer o que está sendo descrito, ele sugere a categoria correta — Lung-RADS, BI-RADS, TI-RADS, Fleischner, RECIST e outras — e a recomendação associada. O radiologista confirma, ajusta ou descarta. A decisão é sempre humana.
Enquadramento e responsabilidade
Ferramenta assistiva. O GUIDE sugere classificações e condutas com base em diretrizes reconhecidas, mas não toma a decisão clínica: o radiologista interpreta o exame, confirma ou ajusta a categoria e assume a responsabilidade pelo laudo, conforme a Resolução CFM 2.454/2026. O tratamento de dados segue a LGPD e a ANPD. As referências às diretrizes são informativas e podem ser adaptadas aos protocolos do serviço.
Como funciona
Diretrizes de categorização são poderosas, mas exigem memória de dezenas de critérios, limiares de tamanho e intervalos de seguimento. Aplicá-las manualmente, exame após exame, abre espaço para esquecimentos e inconsistências entre médicos. O GUIDE automatiza o passo de reconhecimento — não o de decisão.
Enquanto o radiologista dita no REPORT, gatilhos por conteúdo detectam termos e medidas relevantes (por exemplo, nódulo espiculado, microcalcificações agrupadas ou um diâmetro específico) e sugerem a diretriz aplicável, com a categoria provável e a conduta padronizada. A sugestão aparece no editor; só entra na impressão quando o médico a confirma.
Sistemas de classificação suportados
Lung-RADS
Tórax · rastreamento pulmonar. Categorização de nódulos pulmonares em rastreamento por TC de baixa dose. A partir do tamanho, da composição (sólido, parcialmente sólido, vidro fosco) e da evolução, o GUIDE sugere a categoria (0 a 4X) e o intervalo de seguimento associado.
BI-RADS
Mama · mamografia, US, RM. Padronização de achados mamários e do nível de suspeição. O GUIDE sugere a categoria (0 a 6) com base na descrição (massa, calcificações, distorção arquitetural) e propõe a conduta padronizada correspondente.
TI-RADS
Tireoide · ultrassom. Pontuação de nódulos tireoidianos por composição, ecogenicidade, forma, margens e focos ecogênicos. O GUIDE soma os pontos e sugere a categoria (TR1 a TR5) e o limiar de tamanho para PAAF.
Fleischner
Tórax · nódulo incidental. Recomendações de seguimento para nódulos pulmonares incidentais em adultos, conforme tamanho, número, tipo e risco do paciente. O GUIDE sugere o intervalo e o método de controle indicados pela diretriz.
RECIST 1.1
Oncologia · resposta terapêutica. Avaliação de resposta de tumores sólidos. O GUIDE auxilia na seleção de lesões-alvo, no somatório de diâmetros e na categorização da resposta (RC, RP, DE, DP), preservando a comparação com exames anteriores.
Outras diretrizes
Multissistema. Gatilhos por conteúdo também conectam o laudo a recomendações como PI-RADS (próstata), LI-RADS (fígado) e protocolos institucionais, sempre como sugestão sujeita à confirmação do radiologista.
Fluxo de trabalho
- O radiologista descreve o achado no ditado, naturalmente, dentro do REPORT.
- O GUIDE detecta o gatilho de conteúdo e reconhece a diretriz aplicável.
- A categoria provável e a conduta padronizada são sugeridas no editor, com referência à diretriz.
- O médico confirma, ajusta a categoria ou descarta a sugestão — nada entra no laudo sem aceitação.
- A categoria confirmada é incorporada à impressão de forma consistente e auditável.
Benefícios
Menos esquecimento de critério
Limiares de tamanho, intervalos de seguimento e categorias têm muitos detalhes. O GUIDE traz a diretriz certa no momento certo, reduzindo a chance de omitir um critério.
Laudos comparáveis e auditáveis
Categorias padronizadas tornam os laudos consistentes entre médicos e ao longo do tempo, facilitando comparação, auditoria de qualidade e seguimento de pacientes.
Conduta clara para quem solicita
Ao associar a categoria à recomendação padronizada, a impressão entrega ao médico solicitante um próximo passo objetivo, reduzindo ambiguidade.
Integrado ao ditado
A sugestão nasce do próprio texto ditado no REPORT — sem trocar de tela, sem formulário paralelo. O radiologista apenas confirma ou ajusta.
Integração com o restante do fluxo
O GUIDE não é um módulo isolado: ele nasce do texto ditado no REPORT, usa as máscaras por modalidade do serviço e pode acionar o CRIT quando a descrição aponta um achado tempo-dependente. As categorias confirmadas voltam ao PACS/RIS junto do laudo, via HL7 v2, FHIR R4, DICOM-SR e API REST. Veja os conectores em Integrações.
Conformidade e governança
O GUIDE é uma camada assistiva. A categorização final e a conduta são responsabilidade do radiologista, preparado para a Resolução CFM 2.454/2026. O tratamento de dados segue a LGPD e a ANPD, com criptografia, residência de dados no Brasil, controle de acesso por perfil (RBAC) e trilha de auditoria. As diretrizes referenciadas servem de apoio à padronização e podem ser ajustadas aos protocolos institucionais.
Perguntas frequentes
O GUIDE define a categoria ou apenas sugere?
O GUIDE sugere. A partir do conteúdo do laudo, ele propõe a categoria padronizada (por exemplo, BI-RADS 4) e a conduta associada, mas o radiologista confirma, ajusta ou descarta a sugestão. A categorização final e a responsabilidade clínica são sempre do médico.
Como o GUIDE sabe qual classificação aplicar?
Por gatilhos de conteúdo. Ao detectar termos e medidas relevantes no laudo — como 'nódulo espiculado', 'microcalcificações agrupadas' ou um diâmetro específico —, o GUIDE reconhece o contexto e sugere a diretriz correspondente (Fleischner, BI-RADS, Lung-RADS, TI-RADS etc.), junto da recomendação padronizada.
O GUIDE substitui o conhecimento das diretrizes?
Não. Ele reduz a carga de memória e a chance de esquecer um critério ou um limiar de seguimento, mas o radiologista continua sendo quem interpreta o exame e decide. O GUIDE é um apoio à padronização, não um substituto da expertise médica.
Posso adaptar as recomendações ao protocolo do meu serviço?
Sim. As sugestões de conduta podem ser ajustadas aos protocolos institucionais, e o GUIDE trabalha em conjunto com as máscaras por modalidade do REPORT. Assim, a padronização reflete tanto as diretrizes internacionais quanto as políticas do serviço.
As classificações entram automaticamente no texto da impressão?
A sugestão aparece no editor e, uma vez confirmada pelo radiologista, é incorporada à impressão de forma consistente. Nada é escrito no laudo sem a aceitação do médico, mantendo o controle humano sobre o conteúdo emitido.
O GUIDE está em conformidade com as normas médicas e a LGPD?
Sim. O GUIDE é assistivo e opera sob a responsabilidade do radiologista, preparado para a Resolução CFM 2.454/2026. O tratamento de dados segue a LGPD e as orientações da ANPD, com criptografia, residência no Brasil e trilha de auditoria.
Padronize categorias e condutas com o GUIDE
Sugestões de Lung-RADS, BI-RADS, TI-RADS, Fleischner e RECIST no momento do laudo — com a decisão sempre nas mãos do radiologista.