Esteatose hepática (na imagem)
Esteatose hepática na TC e na RM: fígado hipoatenuante em relação ao baço, queda de sinal fora de fase e como quantificar e descrever o achado no laudo.
Definição
Esteatose hepática é o acúmulo de gordura nos hepatócitos, e a imagem a detecta por assinaturas físicas: na TC sem contraste, o parênquima fica hipoatenuante em relação ao baço (como referências habituais, fígado com atenuação menor que a do baço ou abaixo de cerca de 40 UH sugere esteatose). Na RM, a queda de sinal nas sequências fora de fase em relação às em fase é o marcador clássico da gordura intracelular.
A descrição pode ser qualitativa (leve, moderada, acentuada) ou quantitativa, com a fração de gordura por RM (PDFF) quando o protocolo inclui a sequência dedicada. A distribuição importa: a esteatose pode ser difusa, focal ou com áreas de preservação (poupança focal), e as formas focais podem simular ou esconder lesões, o que muda a atenção do leitor.
No laudo estruturado, o achado entra na Análise com o critério que o sustenta (comparação com o baço, queda de sinal, PDFF) e na Impressão quando tem relevância clínica, com gradação consistente entre exames para permitir comparação evolutiva.
Na prática
Compare com o baço no mesmo corte; contraste endovenoso altera a comparação e derruba a especificidade.
Queda de sinal fora de fase marca gordura intracelular; PDFF quantifica quando disponível.
Difusa, focal ou com poupança focal; formas focais pedem cuidado para não simular lesão.
Use a mesma gradação entre exames para que a comparação faça sentido para quem acompanha.
Como aparece no laudo
“Parênquima hepático difusamente hipoatenuante em relação ao baço, compatível com esteatose hepática moderada.”
No Laudos.AI, o LaudAI mantém a descrição deste achado no vocabulário controlado da casa, e o GUIDE sugere a classificação quando ela se aplica. A descrição final é sempre do médico que assina.
Termos relacionados
Perguntas frequentes
O que é Esteatose hepática (na imagem)?
Esteatose hepática é o acúmulo de gordura nos hepatócitos, e a imagem a detecta por assinaturas físicas: na TC sem contraste, o parênquima fica hipoatenuante em relação ao baço (como referências habituais, fígado com atenuação menor que a do baço ou abaixo de cerca de 40 UH sugere esteatose). Na RM, a queda de sinal nas sequências fora de fase em relação às em fase é o marcador clássico da gordura intracelular. Glossário de radiologia
Esteatose na TC com contraste é confiável?
A comparação clássica fígado-baço perde valor após o contraste, porque o realce dos dois órgãos evolui de forma diferente. Quando a questão é esteatose, a referência é a fase sem contraste ou a RM com sequências dedicadas.
Qual a diferença entre esteatose difusa e poupança focal?
Na difusa todo o parênquima acumula gordura; na poupança focal, ilhas de fígado normal destacam-se dentro do fígado esteatótico, tipicamente em locais característicos como a fossa vesicular. Reconhecer o padrão evita chamar área normal de lesão.
A imagem substitui a biópsia na doença hepática gordurosa?
Para detectar e quantificar gordura, a RM com PDFF é excelente. A biópsia segue tendo papel na avaliação de inflamação e fibrose, que a imagem aborda por outras técnicas, como a elastografia.
Referências
- ACR Appropriateness Criteria e recursos de imagem hepática · American College of Radiology · 2024
- Glossário Laudos.AI · Laudos.AI · 2026
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