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Classificacao Radiologica

RECIST 1.1

Response Evaluation Criteria in Solid Tumors, Version 1.1 (2009)

Critérios padronizados para avaliação de resposta tumoral ao tratamento em ensaios clínicos oncológicos e prática clínica. O RECIST 1.1, publicado em 2009, define regras para seleção e medição de lesões-alvo, estabelecendo categorias de resposta baseadas na variação da soma dos maiores diâmetros. É o padrão internacional para avaliação de resposta em tumores sólidos.

Tomografia Computadorizada / Ressonância MagnéticaMúltiplas regiões (sistema universal para tumores sólidos)

Categorias

RCResposta Completa (Complete Response)

Desaparecimento de todas as lesões-alvo. Todos os linfonodos patológicos devem apresentar redução do eixo curto para < 10 mm. Confirmação recomendada em intervalo >= 4 semanas.

Minimo
Conduta

Continuar tratamento ou considerar manutenção conforme protocolo. Seguimento periódico com imagem para monitoramento de recidiva.

Achados tipicos
  • Desaparecimento completo de todas as lesões-alvo
  • Linfonodos com eixo curto < 10 mm
  • Sem novas lesões
  • Lesões não-alvo desaparecidas ou inequivocamente não viáveis
RPResposta Parcial (Partial Response)

Redução >= 30% na soma dos maiores diâmetros das lesões-alvo, tomando como referência a soma basal (baseline). A redução deve ser confirmada em intervalo >= 4 semanas.

Baixo
Conduta

Manter tratamento atual. Reavaliar com imagem conforme protocolo (geralmente a cada 6-12 semanas).

Achados tipicos
  • Redução >= 30% na soma dos maiores diâmetros das lesões-alvo
  • Sem novas lesões
  • Sem progressão inequívoca de lesões não-alvo
DEDoença Estável (Stable Disease)

Redução insuficiente para resposta parcial (< 30%) e aumento insuficiente para progressão (< 20%). A doença permanece controlada, sem mudança significativa no volume tumoral.

Moderado
Conduta

Manter tratamento e reavaliar. Considerar mudança de estratégia se doença estável prolongada sem benefício clínico.

Achados tipicos
  • Variação da soma dos diâmetros entre -30% e +20%
  • Sem novas lesões
  • Sem progressão de lesões não-alvo
PDProgressão de Doença (Progressive Disease)

Aumento >= 20% na soma dos maiores diâmetros das lesões-alvo (com aumento absoluto mínimo de 5 mm), tomando como referência o menor valor da soma (nadir). Ou surgimento de uma ou mais novas lesões. Ou progressão inequívoca de lesões não-alvo.

Muito alto
Conduta

Mudança de linha terapêutica. Considerar nova biópsia para avaliação de resistência. Reavaliação do plano oncológico.

Achados tipicos
  • Aumento >= 20% (mínimo 5 mm absoluto) na soma dos maiores diâmetros
  • Surgimento de nova(s) lesão(ões)
  • Progressão inequívoca de lesões não-alvo

Tabela de referencia rapida

CategoriaRiscoConduta
RCResposta Completa (Complete Response)MinimoContinuar tratamento ou considerar manutenção conforme protocolo. Seguimento periódico com imagem para monitoramento de recidiva.
RPResposta Parcial (Partial Response)BaixoManter tratamento atual. Reavaliar com imagem conforme protocolo (geralmente a cada 6-12 semanas).
DEDoença Estável (Stable Disease)ModeradoManter tratamento e reavaliar. Considerar mudança de estratégia se doença estável prolongada sem benefício clínico.
PDProgressão de Doença (Progressive Disease)Muito altoMudança de linha terapêutica. Considerar nova biópsia para avaliação de resistência. Reavaliação do plano oncológico.

Referencias

  1. Eisenhauer EA, Therasse P, Bogaerts J, et al. New response evaluation criteria in solid tumours: revised RECIST guideline (version 1.1). Eur J Cancer. 2009;45(2):228-247.
  2. Schwartz LH, Litière S, de Vries E, et al. RECIST 1.1-Update and clarification: From the RECIST committee. Eur J Cancer. 2016;62:132-137.
  3. Seymour L, Bogaerts J, Perrone A, et al. iRECIST: guidelines for response criteria for use in trials testing immunotherapeutics. Lancet Oncol. 2017;18(3):e143-e152.

Perguntas Frequentes

Quantas lesões-alvo devem ser medidas no RECIST 1.1?

No RECIST 1.1, devem ser selecionadas no máximo 5 lesões-alvo no total (máximo 2 por órgão), representativas de todos os órgãos acometidos. As lesões devem ser mensuráveis: >= 10 mm no maior eixo (TC/RM com cortes <= 5 mm) ou >= 15 mm no eixo curto para linfonodos. As lesões com maior tamanho e melhor reprodutibilidade de medição devem ser priorizadas.

Qual a diferença entre RECIST 1.0 e RECIST 1.1?

As principais mudanças do RECIST 1.1 (2009) em relação ao 1.0 incluem: redução do número de lesões-alvo de 10 para 5 (máximo 2 por órgão), inclusão de linfonodos como lesões mensuráveis (eixo curto >= 15 mm), definição de progressão como aumento >= 20% com mínimo de 5 mm absoluto (em vez de apenas 20%), e orientações sobre uso de PET-CT como complemento.

O RECIST pode ser usado para todos os tipos de câncer?

O RECIST 1.1 é projetado para tumores sólidos. Não é adequado para neoplasias hematológicas, tumores ósseos puros (sem componente de partes moles mensurável) ou tumores tratados com terapias que não causam redução de tamanho (imunoterapia pode exigir iRECIST). Critérios específicos existem para HCC (mRECIST), GIST (critérios de Choi) e tumores cerebrais (RANO).

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