O achado crítico comunicado e provado.
CRIT gerencia a notificação, a ciência, o escalonamento e o SLA dos achados críticos da radiologia — e gera prova rastreável de que a comunicação ocorreu e foi compreendida. Sem prints de WhatsApp, sem alertas perdidos em grupos silenciados, sem tempos de resposta impossíveis de auditar.
Enquadramento e responsabilidade
Ferramenta assistiva. A decisão sobre a criticidade do achado e a conduta clínica é sempre do médico radiologista. O CRIT cuida do que vem depois: notificar o responsável correto, escalonar por prazo e documentar cada etapa. O uso ocorre sob responsabilidade médica (Resolução CFM 2.454/2026), com tratamento de dados em conformidade com a LGPD e a ANPD.
O problema: comunicar não basta — é preciso provar
Um achado crítico tempo-dependente — um TEP central, uma dissecção de aorta, um pneumotórax hipertensivo, uma hemorragia intracraniana — só importa se chegar à pessoa certa, a tempo. Na prática, a comunicação costuma depender de um telefonema sem registro, de uma mensagem em um grupo silenciado ou de um print de WhatsApp que expõe dados do paciente. Quando algo dá errado, não há como provar quando a informação foi transmitida nem quando houve ciência.
O CRIT transforma a comunicação de achado crítico em um processo auditável de ponta a ponta. Ele não interpreta o exame nem decide pela criticidade — isso é trabalho do radiologista, feito no REPORT. O CRIT garante que, a partir da marcação, a notificação, o escalonamento e a ciência fiquem documentados.
Como funciona
O fluxo do CRIT segue quatro etapas encadeadas, cada uma com registro temporal:
1. Editor marca o achado crítico
CRITNo laudo, o radiologista sinaliza o achado tempo-dependente — manualmente ou por gatilho de conteúdo. A criticidade é sempre decisão médica.
2. CRIT notifica e escalona
CRITAlertas automáticos são disparados ao médico assistente correto, com resumo anonimizado e link de acesso controlado ao PACS. Sem ciência no prazo, o caso escalona.
3. Médico registra ciência
CRITO destinatário confirma o recebimento. A ciência é gravada com data e hora, e o alerta sai automaticamente da fila de pendências.
4. Auditoria cria prova legal
CRITToda a cadeia — emissão, entrega, abertura, ciência e escalonamentos — fica documentada e auditável, criando prova de que a comunicação ocorreu e foi compreendida.
Priorização inteligente na fila
Do lado de quem recebe, a fila de trabalho do médico assistente é organizada por urgência. Etiquetas visuais separam achados CRÍTICO de ALTO; filtros por setor (UTI, Pronto-Socorro, Ambulatório) ajudam a focar no que é seu; e o resumo destacado do achado dá contexto imediato. Ao registrar a ciência, o alerta sai da lista de pendências automaticamente — sem que ninguém precise gerenciar manualmente o backlog.
Escalonamento rastreável e SLA
Cada achado crítico tem um prazo de resposta. O CRIT registra a ciência com data e hora e, se o prazo expira sem confirmação, escalona automaticamente para o próximo responsável definido na política do serviço. O relógio nunca para de correr silenciosamente: o sistema persegue a ciência até que ela aconteça, e tudo fica documentado.
Por que substituir a mensageria informal
Print de WhatsApp
Expõe dados do paciente fora de ambiente controlado e viola a LGPD. Não é prova confiável de comunicação nem de ciência.
Alerta em grupo silenciado
Mensagens em grupos podem passar despercebidas, sem confirmação de leitura nem responsável definido para responder.
Tempo de resposta não auditável
Sem registro estruturado, é impossível provar quando o achado foi comunicado e quando houve ciência — um risco médico-legal.
O CRIT não pede que a equipe abandone o telefone quando ele é necessário — pede que a comunicação deixe um rastro. O resumo é anonimizado, o acesso ao PACS é controlado por link e o registro de ciência vale como prova.
Integração com seu fluxo
O CRIT recebe o gatilho diretamente do laudo gerado no REPORT e se conecta ao seu ambiente clínico via HL7 v2, FHIR R4, DICOM-SR e API REST com webhooks. O link de acesso ao estudo aponta ao seu PACS, sem duplicar imagens nem migrar infraestrutura. Veja os conectores em Integrações.
Conformidade e governança
O registro de ciência com data e hora, os dados anonimizados e criptografados e a prova documental endereçam as exigências de governança da LGPD/ANPD e da Resolução CFM 2.454/2026. O acesso é controlado por perfil (RBAC), com residência de dados no Brasil e auditoria completa de quem clicou e quando.
O CRIT é uma camada assistiva: ele organiza e documenta a comunicação, mas a responsabilidade clínica e a decisão sobre a conduta permanecem com o médico.
Perguntas frequentes
O CRIT substitui o telefonema ao médico solicitante?
Não. O CRIT complementa o contato — ele não substitui a ligação quando ela é necessária. O que o CRIT garante é a rastreabilidade: registra que o alerta foi enviado, para quem, quando, e quando houve ciência. Assim, o telefonema deixa de ser a única (e não auditável) prova de comunicação.
Como o achado é marcado como crítico?
No editor, o radiologista marca o achado como crítico — manualmente ou a partir de um gatilho por conteúdo, quando o laudo descreve algo tempo-dependente. A decisão sobre criticidade é sempre do médico; o CRIT cuida do que acontece depois: notificar, escalonar e documentar.
O que é registrado na trilha de auditoria?
Cada etapa fica documentada com data e hora: emissão do alerta, destinatário, canais usados, abertura da mensagem, registro de ciência (quem clicou e quando) e eventuais escalonamentos. Isso cria prova documental de que a mensagem foi entregue e compreendida — útil em auditorias e em disputas.
Como funciona o escalonamento por SLA?
Cada achado crítico tem um prazo de resposta (SLA). Se a ciência não for registrada dentro do prazo, o CRIT escalona automaticamente para o próximo responsável definido na política do serviço, mantendo o relógio correndo e tudo registrado, até que alguém confirme o recebimento.
Por que não usar WhatsApp ou um grupo de mensagens?
Mensageria informal cria riscos: prints de WhatsApp expõem dados de pacientes e violam a LGPD; alertas em grupos silenciados passam despercebidos; e é impossível auditar tempos de resposta. O CRIT envia resumos anonimizados com link de acesso controlado ao PACS, mantém os dados criptografados e gera registro auditável.
Como o médico assistente prioriza os alertas que recebe?
A fila de trabalho do médico assistente organiza os achados por urgência, com etiquetas visuais (CRÍTICO e ALTO), filtros por setor (UTI, Pronto-Socorro, Ambulatório) e resumos destacados do achado. Ao registrar a ciência, o alerta sai automaticamente da lista de pendências.
O CRIT está em conformidade com a LGPD e as normas do CFM?
Sim. O registro de ciência com data e hora, os dados anonimizados e criptografados e a prova documental atendem às exigências de governança da LGPD/ANPD e antecipam a Resolução CFM 2.454/2026. O Laudos.AI atua como ferramenta assistiva sob responsabilidade do médico radiologista.
Comunique achados críticos com prova legal
Notificação, ciência, escalonamento e auditoria — em um fluxo que respeita a LGPD e mantém o radiologista no controle.