Tireoide · Tireoide

ACR TI-RADSThyroid Imaging Reporting and Data System

Ultrassonografia de tireoide · American College of Radiology (ACR) — 2017

Revisado porDr. Natan Paraíso RibeiroCRM-SP 192770
Radiologia e Diagnóstico por ImagemLaudos.AI — Encarregado de Proteção de Dados (DPO)
Última revisão clínica:

ACR TI-RADS pontua cinco características ultrassonográficas e define quando indicar PAAF ou seguimento — o médico revisa e assina.

O que é ACR TI-RADS

ACR TI-RADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System) é o sistema do American College of Radiology (ACR) para estratificação de risco de nódulos tireoidianos detectados ao ultrassom, publicado em 2017 (Tessler FN et al., J Am Coll Radiol). Substituiu descrições subjetivas por um sistema de pontuação reproduzível.

O sistema avalia cinco características ultrassonográficas — composição, ecogenicidade, forma, margem e focos ecogênicos — e atribui pontos a cada uma. A soma total define a categoria TR (TR1 a TR5), que por sua vez determina o limiar de tamanho para indicação de PAAF ou seguimento.

ACR TI-RADS não se aplica a tireoide com tireoidite franca nem a linfonodos cervicais. Cada nódulo é avaliado individualmente; a conduta é determinada pelo nódulo de maior categoria de risco.

Quando se aplica

  • Nódulos tireoidianos detectados ao ultrassom.
  • Não se aplica a tireoidite franca (ex.: tireoidite de Hashimoto difusa sem nódulo definido).
  • Não se aplica a linfonodos cervicais.
  • Múltiplos nódulos: cada um é avaliado separadamente; a conduta segue o nódulo de maior risco.

Como funciona

  • Avaliar as cinco categorias e somar os pontos: composição (0–2 pts), ecogenicidade (0–3 pts), forma (0–3 pts), margem (0–3 pts) e focos ecogênicos (0–3 pts, acumulativos).
  • A soma total define a categoria TR: 0 pts = TR1; 2 pts = TR2; 3 pts = TR3; 4–6 pts = TR4; ≥7 pts = TR5. (Nota: 1 pt cai em TR2; não existe categoria intermediária.)
  • A categoria TR e o maior diâmetro do nódulo definem a conduta: PAAF ou seguimento por ultrassom com intervalos preestabelecidos.

Categorias do ACR TI-RADS

TR1 — Benigno

Benigno0 pts

Malignidade: Mínima

Conduta: Nenhuma ação

TR2 — Não suspeito

Não suspeito2 pts

Malignidade: Muito baixa

Conduta: Nenhuma ação

TR3 — Levemente suspeito

Levemente suspeito3 pts

Malignidade: Baixa

Conduta: PAAF se ≥2,5 cm; seguimento se ≥1,5 cm

TR4 — Moderadamente suspeito

Moderadamente suspeito4–6 pts

Malignidade: Intermediária

Conduta: PAAF se ≥1,5 cm; seguimento se ≥1,0 cm

TR5 — Altamente suspeito

Altamente suspeito≥7 pts

Malignidade: Alta

Conduta: PAAF se ≥1,0 cm; seguimento se ≥0,5 cm

As cinco características e sua pontuação

Cada característica recebe um valor de pontos; a soma define a categoria TR. Os focos ecogênicos são acumulativos — todos os tipos presentes somam seus pontos.

Composição

Cístico ou quase inteiramente cístico: 0 pts · Espongiforme: 0 pts · Misto cístico-sólido: 1 pt · Sólido ou quase inteiramente sólido: 2 pts

Ecogenicidade

Anecoico: 0 pts · Hiperecogênico ou isoecoico: 1 pt · Hipoecoico: 2 pts · Marcadamente hipoecoico: 3 pts

Forma

Mais largo que alto (plano axial): 0 pts · Mais alto que largo: 3 pts

Margem

Lisa: 0 pts · Mal definida: 0 pts · Lobulada ou irregular: 2 pts · Extensão extratireoidiana: 3 pts

Focos ecogênicos (acumulativos)

Nenhum ou artefato de cauda de cometa grande: 0 pts · Macrocalcificações: 1 pt · Calcificações periféricas (em casca): 2 pts · Focos puntiformes (micro): 3 pts

Limiares de tamanho por categoria (maior diâmetro)

A conduta (PAAF ou seguimento) depende da categoria TR e do maior diâmetro do nódulo. O seguimento após PAAF negativa segue intervalos preestabelecidos:

TR3

PAAF se ≥2,5 cm; seguimento por US se ≥1,5 cm — 1, 3 e 5 anos.

TR4

PAAF se ≥1,5 cm; seguimento por US se ≥1,0 cm — 1, 2, 3 e 5 anos.

TR5

PAAF se ≥1,0 cm; seguimento por US se ≥0,5 cm — anual por 5 anos.

Erros comuns no ACR TI-RADS

Os erros mais frequentes incluem: avaliar a forma no plano longitudinal em vez do axial; confundir macrocalcificação (1 pt) com calcificação periférica em casca (2 pts) ou focos puntiformes (3 pts); esquecer que focos ecogênicos são acumulativos; usar volume em vez do maior diâmetro para definir a conduta; não documentar a conduta recomendada no laudo.

Como o Laudos.AI usa

Contexto assistivo: o recurso GUIDE sugere a categoria — o médico revisa, edita e assina. A IA acelera a estrutura do laudo, não toma a decisão clínica (Resolução CFM 2.454/2026; LGPD/ANPD).

  • GUIDE assistivo: após o radiologista preencher as cinco características do nódulo, o GUIDE calcula a pontuação, atribui a categoria TR e sugere a conduta baseada no maior diâmetro informado.
  • Múltiplos nódulos: o sistema permite pontuar cada nódulo separadamente e identifica o de maior risco para definir a conduta global.
  • Revisão médica obrigatória: a sugestão de categoria é sempre apresentada para revisão antes de ser incluída no laudo final.

Perguntas frequentes

TI-RADS substitui a biópsia (PAAF)?

Não. O TI-RADS indica quando a PAAF é apropriada; o diagnóstico citológico requer a PAAF em si.

Por que não existe score 1 no ACR TI-RADS?

Um nódulo com 0 pt é TR1. Nódulos com 1 ou 2 pts são TR2. Não há categoria intermediária entre TR1 e TR2.

Como avaliar múltiplos nódulos?

Cada nódulo é pontuado individualmente. A conduta é determinada pelo nódulo de maior categoria de risco — não pelo maior tamanho, exceto se coincidir com o maior risco.

Artefato de cauda de cometa conta como foco suspeito?

Não. O grande artefato de cauda de cometa (típico de coloide) pontua 0. Focos ecogênicos puntiformes em nódulo sólido pontuam 3.

A Laudos.AI substitui o radiologista na atribuição da categoria?

Não. O recurso GUIDE apenas sugere a categoria com base nos achados descritos — o médico revisa, edita e assina. A responsabilidade clínica é sempre do radiologista (Resolução CFM 2.454/2026).

Como o Laudos.AI usa classificações padronizadas?

O recurso GUIDE sugere a categoria correspondente conforme os achados registrados no laudo. O radiologista vê a sugestão, confirma ou corrige, e assina. Uso estritamente assistivo.

Referências

  1. Journal of the American College of Radiology · 2017
  2. American College of Radiology
  3. Conselho Federal de Medicina · 2022

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