Mama · Mama

BI-RADSBreast Imaging Reporting and Data System

Mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética de mama · American College of Radiology (ACR) — 5ª edição

Revisado porDr. Natan Paraíso RibeiroCRM-SP 192770
Radiologia e Diagnóstico por ImagemLaudos.AI — Encarregado de Proteção de Dados (DPO)
Última revisão clínica:

BI-RADS padroniza o vocabulário e a categoria final de risco em imagem mamária — o médico revisa e assina.

O que é BI-RADS

BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é o léxico e o sistema de categorização final criado pelo American College of Radiology (ACR) para padronizar laudos de imagem da mama — mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética. Está na 5ª edição (2013) e é adotado pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e pela Sociedade Brasileira de Mastologia.

O sistema define descritores padronizados para composição do parênquima mamário, massas, calcificações, distorção arquitetural, assimetrias e padrões de realce em RM. Após caracterizar todos os achados com esses descritores, o radiologista atribui uma categoria final de 0 a 6, que informa a probabilidade estimada de malignidade e orienta a conduta clínica.

BI-RADS padroniza vocabulário e categoria de risco para que laudos de serviços diferentes sejam comparáveis e auditáveis. O médico atribui a categoria — o Laudos.AI apenas sugere (GUIDE), com revisão e assinatura do radiologista.

Quando se aplica

  • Em todos os laudos de mamografia de rastreamento ou diagnóstica.
  • Em ultrassonografia de mama, quando o achado requer categorização de risco.
  • Em ressonância magnética de mama, com os descritores específicos do BI-RADS-RM.
  • Quando há achados bilaterais, cada mama recebe sua própria categoria; a categoria geral do exame reflete o achado de maior suspeição.

Como funciona

  • O radiologista caracteriza cada achado com os descritores padronizados do BI-RADS (composição, forma, margem, ecogenicidade, calcificações etc.) e, ao final, atribui a categoria que melhor reflete a probabilidade estimada de malignidade.
  • A categoria orienta diretamente a conduta: categorias 0, 4 e 5 exigem ação imediata (imagem adicional ou biópsia); categorias 1 e 2 encaminham para rastreamento de rotina; categoria 3 indica seguimento em intervalo curto; categoria 6 confirma malignidade já biópsiada.
  • Resultado discordante rádio-patológico (ex.: biópsia benigna em BI-RADS 4C ou 5) requer re-biópsia ou cirurgia e deve ser documentado no laudo de seguimento.

Categorias do BI-RADS

BI-RADS 0

Incompleto

Malignidade:

Conduta: Imagem adicional ou comparação com exame anterior

BI-RADS 1

Negativo

Malignidade: ~0%

Conduta: Rastreamento rotineiro

BI-RADS 2

Benigno

Malignidade: ~0%

Conduta: Rastreamento rotineiro

BI-RADS 3

Provavelmente benigno

Malignidade: >0% e ≤2%

Conduta: Seguimento em intervalo curto (6 meses)

BI-RADS 4A

Baixa suspeita

Malignidade: >2% e ≤10%

Conduta: Diagnóstico tecidual (biópsia)

BI-RADS 4B

Suspeita moderada

Malignidade: >10% e ≤50%

Conduta: Diagnóstico tecidual (biópsia)

BI-RADS 4C

Alta suspeita

Malignidade: >50% e <95%

Conduta: Diagnóstico tecidual (biópsia)

BI-RADS 5

Altamente sugestivo de malignidade

Malignidade: ≥95%

Conduta: Diagnóstico tecidual (biópsia)

BI-RADS 6

Malignidade confirmada por biópsia

Malignidade:

Conduta: Manejo oncológico

BI-RADS 3 vs. 4A — qual a diferença prática

A fronteira entre BI-RADS 3 (≤2% de malignidade) e 4A (>2% e ≤10%) determina se o achado será apenas acompanhado ou submetido a biópsia. Quando qualquer característica suspeita diferencia o nódulo de um achado tipicamente benigno, a categoria sobe para 4A e a biópsia é indicada.

BI-RADS 3

Provavelmente benigno: ≤2% de malignidade. Indicado seguimento em 6 meses, não biópsia imediata.

BI-RADS 4A

Baixa suspeita: >2% e ≤10% de malignidade. Qualquer característica que diferencie do padrão benigno típico eleva para 4A e indica biópsia.

Categorização por mama e categoria geral do exame

Quando achados diferem entre as mamas, cada mama recebe sua própria categoria. A categoria geral do exame reflete o achado de maior suspeição — isso garante que a conduta recomendada cubra o maior risco identificado.

Concordância rádio-patológica

Resultado de biópsia benigno discordante com BI-RADS 4C ou 5 não encerra o caso. A conduta padrão é re-biópsia ou cirurgia, e a discordância deve ser documentada no laudo de seguimento.

Como o Laudos.AI usa

Contexto assistivo: o recurso GUIDE sugere a categoria — o médico revisa, edita e assina. A IA acelera a estrutura do laudo, não toma a decisão clínica (Resolução CFM 2.454/2026; LGPD/ANPD).

  • GUIDE assistivo: após o radiologista descrever os achados com os descritores padronizados, o GUIDE sugere a categoria BI-RADS compatível — o médico confirma, ajusta e assina.
  • Descritores por modalidade: o sistema distingue os descritores de mamografia, ultrassom e RM, evitando uso cruzado inadequado de terminologia.
  • Revisão médica obrigatória: a sugestão de categoria é sempre apresentada para revisão antes de ser incluída no laudo final.

Perguntas frequentes

O que significa BI-RADS 0?

BI-RADS 0 indica exame incompleto, que requer imagem adicional (ampliação, ultrassom dirigido) ou comparação com estudo anterior para que uma categoria definitiva seja atribuída.

BI-RADS 6 é sempre câncer?

BI-RADS 6 se aplica quando a biópsia já confirmou malignidade antes do tratamento definitivo. Após o tratamento, a categorização volta a ser baseada na imagem.

Posso usar BI-RADS em ultrassom e RM de mama?

Sim. O BI-RADS possui capítulos específicos para mamografia, ultrassonografia e RM, com descritores próprios para cada modalidade.

A Laudos.AI substitui o radiologista na atribuição da categoria?

Não. O recurso GUIDE apenas sugere a categoria com base nos achados descritos — o médico revisa, edita e assina. A responsabilidade clínica é sempre do radiologista (Resolução CFM 2.454/2026).

Como o Laudos.AI usa classificações padronizadas?

O recurso GUIDE sugere a categoria correspondente conforme os achados registrados no laudo. O radiologista vê a sugestão, confirma ou corrige, e assina. Uso estritamente assistivo.

Referências

  1. American College of Radiology · 2013
  2. Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR)
  3. Conselho Federal de Medicina · 2022

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