Oncologia · Tumores sólidos

RECIST 1.1Response Evaluation Criteria in Solid Tumors

TC (principalmente), RM · EORTC / NCI — versão 1.1 (Eisenhauer et al., 2009)

Revisado porDr. Natan Paraíso RibeiroCRM-SP 192770
Radiologia e Diagnóstico por ImagemLaudos.AI — Encarregado de Proteção de Dados (DPO)
Última revisão clínica:

RECIST 1.1 padroniza a avaliação de resposta tumoral ao tratamento — resposta completa, parcial, estabilização e progressão com critérios reproduzíveis.

O que é RECIST 1.1

RECIST 1.1 (Response Evaluation Criteria in Solid Tumors, versão 1.1) é o critério padrão para avaliação de resposta tumoral em imagem oncológica. Publicado por Eisenhauer et al. em 2009 (Eur J Cancer, 45(2):228-247), substituiu o RECIST 1.0 com simplificação das regras de medição e critérios mais precisos para progressão.

O sistema define como selecionar e medir as lesões-alvo, como somar os diâmetros ao longo do acompanhamento e como categorizar a resposta global ao tratamento — comparando o somatório atual com o basal (resposta) e com o nadir (menor valor registrado durante o seguimento) (progressão).

RECIST 1.1 é amplamente usado em ensaios clínicos e na prática oncológica para documentar eficácia terapêutica de forma reproduzível e comparável entre centros.

Quando se aplica

  • Avaliação de resposta ao tratamento em pacientes com tumores sólidos mensuráveis.
  • Ensaios clínicos oncológicos que adotam RECIST como critério primário de resposta.
  • Seguimento de resposta terapêutica na prática clínica (quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo).
  • Para imunoterapia, iRECIST é frequentemente preferido, pois incorpora critérios para pseudoprogressão.

Como funciona

  • Selecionar até 5 lesões-alvo no total (máximo de 2 por órgão), escolhendo as mais representativas e reprodutivelmente mensuráveis (lesões não nodais com maior diâmetro ≥10 mm em TC de corte ≤5 mm; linfonodos com eixo curto ≥15 mm).
  • Medir cada lesão: para lesões não nodais, usar o MAIOR diâmetro; para linfonodos, usar o EIXO CURTO. Somar todos os diâmetros para obter a Soma Basal.
  • Em cada exame de seguimento, calcular a nova soma, compará-la com o basal (para resposta) e com o nadir — menor soma registrada em qualquer exame (para progressão). Verificar também lesões não alvo e presença de novas lesões.

Categorias do RECIST 1.1

RC (Resposta Completa)

Desaparecimento completo

Conduta: Desaparecimento de todas as lesões-alvo; linfonodos com eixo curto <10 mm

RP (Resposta Parcial)

Redução ≥30%

Conduta: Redução ≥30% na soma em relação ao basal

DE (Doença Estável)

Sem RP nem PD

Conduta: Nem critério de RP nem de progressão

PD (Progressão de Doença)

Aumento ≥20% E ≥5 mm

Conduta: Aumento ≥20% na soma em relação ao nadir E aumento absoluto ≥5 mm; OU novas lesões

Seleção e medição das lesões-alvo

A seleção correta das lesões-alvo é fundamental para a reprodutibilidade. Os critérios de inclusão e medição são precisos:

Lesões não nodais (alvo)

Maior diâmetro ≥10 mm em TC de corte ≤5 mm; usar o MAIOR diâmetro na soma.

Linfonodos (alvo)

Eixo curto ≥15 mm; usar o EIXO CURTO na soma (não o maior diâmetro).

Máximo de lesões

Até 5 lesões no total; máximo de 2 por órgão.

Nadir

Menor soma de diâmetros registrada em qualquer exame do seguimento (pode ser o basal ou um exame intermediário). Progressão é calculada em relação ao nadir.

Resposta global: alvo + não alvo + novas lesões

A categoria de resposta global combina a avaliação das lesões-alvo, o status das lesões não alvo e a presença de novas lesões. Qualquer nova lesão, independente do comportamento das lesões-alvo, caracteriza progressão de doença (PD).

RECIST 1.1 vs. iRECIST em imunoterapia

Em pacientes em imunoterapia, fenômenos de pseudoprogressão (aumento inicial de lesões antes da resposta) podem levar à classificação incorreta como PD pelo RECIST clássico. O iRECIST (Seymour et al., 2017) incorpora critérios de progressão não confirmada (iUPD) que requerem confirmação em exame subsequente.

Como o Laudos.AI usa

Contexto assistivo: o recurso GUIDE sugere a categoria — o médico revisa, edita e assina. A IA acelera a estrutura do laudo, não toma a decisão clínica (Resolução CFM 2.454/2026; LGPD/ANPD).

  • GUIDE assistivo: após o radiologista documentar as medições das lesões-alvo, o GUIDE calcula a variação percentual em relação ao basal e ao nadir e sugere a categoria RECIST 1.1 compatível.
  • Tabela de lesões: o sistema permite registrar lesões-alvo por exame, mantendo o histórico de medições para facilitar a comparação ao longo do seguimento.
  • Revisão médica obrigatória: a sugestão de categoria é sempre apresentada para revisão antes de ser incluída no laudo final.

Perguntas frequentes

Como medir linfonodos no RECIST 1.1?

Para linfonodos, a medida que entra na soma RECIST é o eixo curto — não o maior diâmetro. Linfonodos com eixo curto <10 mm são considerados normais.

O que é o nadir no RECIST?

O nadir é a menor soma de diâmetros registrada em qualquer exame ao longo do seguimento — pode ser o basal ou um exame intermediário. Progressão de doença é calculada em relação ao nadir, não ao basal.

Um aumento de 22% sempre caracteriza progressão?

Não. Para PD, são necessários aumento ≥20% em relação ao nadir E aumento absoluto ≥5 mm. Apenas o critério percentual sem o aumento absoluto de 5 mm não configura PD.

Devo usar RECIST ou iRECIST em imunoterapia?

Em imunoterapia, o iRECIST é frequentemente preferido, pois considera pseudoprogressão e exige confirmação de progressão em exame subsequente antes de classificar como PD definitivo.

A Laudos.AI substitui o radiologista na atribuição da categoria?

Não. O recurso GUIDE apenas sugere a categoria com base nos achados descritos — o médico revisa, edita e assina. A responsabilidade clínica é sempre do radiologista (Resolução CFM 2.454/2026).

Como o Laudos.AI usa classificações padronizadas?

O recurso GUIDE sugere a categoria correspondente conforme os achados registrados no laudo. O radiologista vê a sugestão, confirma ou corrige, e assina. Uso estritamente assistivo.

Referências

  1. European Journal of Cancer · 2009
  2. Schwartz LH et al. RECIST 1.1 — Update and clarification: from the RECIST committee
    European Journal of Cancer · 2016
  3. Seymour L et al. iRECIST: guidelines for response criteria for use in trials testing immunotherapeutics
    Lancet Oncology · 2017

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