RECIST 1.1 — Response Evaluation Criteria in Solid Tumors
TC (principalmente), RM · EORTC / NCI — versão 1.1 (Eisenhauer et al., 2009)
RECIST 1.1 padroniza a avaliação de resposta tumoral ao tratamento — resposta completa, parcial, estabilização e progressão com critérios reproduzíveis.
O que é RECIST 1.1
RECIST 1.1 (Response Evaluation Criteria in Solid Tumors, versão 1.1) é o critério padrão para avaliação de resposta tumoral em imagem oncológica. Publicado por Eisenhauer et al. em 2009 (Eur J Cancer, 45(2):228-247), substituiu o RECIST 1.0 com simplificação das regras de medição e critérios mais precisos para progressão.
O sistema define como selecionar e medir as lesões-alvo, como somar os diâmetros ao longo do acompanhamento e como categorizar a resposta global ao tratamento — comparando o somatório atual com o basal (resposta) e com o nadir (menor valor registrado durante o seguimento) (progressão).
RECIST 1.1 é amplamente usado em ensaios clínicos e na prática oncológica para documentar eficácia terapêutica de forma reproduzível e comparável entre centros.
Quando se aplica
- Avaliação de resposta ao tratamento em pacientes com tumores sólidos mensuráveis.
- Ensaios clínicos oncológicos que adotam RECIST como critério primário de resposta.
- Seguimento de resposta terapêutica na prática clínica (quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo).
- Para imunoterapia, iRECIST é frequentemente preferido, pois incorpora critérios para pseudoprogressão.
Como funciona
- Selecionar até 5 lesões-alvo no total (máximo de 2 por órgão), escolhendo as mais representativas e reprodutivelmente mensuráveis (lesões não nodais com maior diâmetro ≥10 mm em TC de corte ≤5 mm; linfonodos com eixo curto ≥15 mm).
- Medir cada lesão: para lesões não nodais, usar o MAIOR diâmetro; para linfonodos, usar o EIXO CURTO. Somar todos os diâmetros para obter a Soma Basal.
- Em cada exame de seguimento, calcular a nova soma, compará-la com o basal (para resposta) e com o nadir — menor soma registrada em qualquer exame (para progressão). Verificar também lesões não alvo e presença de novas lesões.
Categorias do RECIST 1.1
RC (Resposta Completa)
Desaparecimento completo
Conduta: Desaparecimento de todas as lesões-alvo; linfonodos com eixo curto <10 mm
RP (Resposta Parcial)
Redução ≥30%
Conduta: Redução ≥30% na soma em relação ao basal
DE (Doença Estável)
Sem RP nem PD
Conduta: Nem critério de RP nem de progressão
PD (Progressão de Doença)
Aumento ≥20% E ≥5 mm
Conduta: Aumento ≥20% na soma em relação ao nadir E aumento absoluto ≥5 mm; OU novas lesões
Seleção e medição das lesões-alvo
A seleção correta das lesões-alvo é fundamental para a reprodutibilidade. Os critérios de inclusão e medição são precisos:
Lesões não nodais (alvo)
Maior diâmetro ≥10 mm em TC de corte ≤5 mm; usar o MAIOR diâmetro na soma.
Linfonodos (alvo)
Eixo curto ≥15 mm; usar o EIXO CURTO na soma (não o maior diâmetro).
Máximo de lesões
Até 5 lesões no total; máximo de 2 por órgão.
Nadir
Menor soma de diâmetros registrada em qualquer exame do seguimento (pode ser o basal ou um exame intermediário). Progressão é calculada em relação ao nadir.
Resposta global: alvo + não alvo + novas lesões
A categoria de resposta global combina a avaliação das lesões-alvo, o status das lesões não alvo e a presença de novas lesões. Qualquer nova lesão, independente do comportamento das lesões-alvo, caracteriza progressão de doença (PD).
RECIST 1.1 vs. iRECIST em imunoterapia
Em pacientes em imunoterapia, fenômenos de pseudoprogressão (aumento inicial de lesões antes da resposta) podem levar à classificação incorreta como PD pelo RECIST clássico. O iRECIST (Seymour et al., 2017) incorpora critérios de progressão não confirmada (iUPD) que requerem confirmação em exame subsequente.
Como o Laudos.AI usa
Contexto assistivo: o recurso GUIDE sugere a categoria — o médico revisa, edita e assina. A IA acelera a estrutura do laudo, não toma a decisão clínica (Resolução CFM 2.454/2026; LGPD/ANPD).
- GUIDE assistivo: após o radiologista documentar as medições das lesões-alvo, o GUIDE calcula a variação percentual em relação ao basal e ao nadir e sugere a categoria RECIST 1.1 compatível.
- Tabela de lesões: o sistema permite registrar lesões-alvo por exame, mantendo o histórico de medições para facilitar a comparação ao longo do seguimento.
- Revisão médica obrigatória: a sugestão de categoria é sempre apresentada para revisão antes de ser incluída no laudo final.
Perguntas frequentes
Como medir linfonodos no RECIST 1.1?
Para linfonodos, a medida que entra na soma RECIST é o eixo curto — não o maior diâmetro. Linfonodos com eixo curto <10 mm são considerados normais.
O que é o nadir no RECIST?
O nadir é a menor soma de diâmetros registrada em qualquer exame ao longo do seguimento — pode ser o basal ou um exame intermediário. Progressão de doença é calculada em relação ao nadir, não ao basal.
Um aumento de 22% sempre caracteriza progressão?
Não. Para PD, são necessários aumento ≥20% em relação ao nadir E aumento absoluto ≥5 mm. Apenas o critério percentual sem o aumento absoluto de 5 mm não configura PD.
Devo usar RECIST ou iRECIST em imunoterapia?
Em imunoterapia, o iRECIST é frequentemente preferido, pois considera pseudoprogressão e exige confirmação de progressão em exame subsequente antes de classificar como PD definitivo.
A Laudos.AI substitui o radiologista na atribuição da categoria?
Não. O recurso GUIDE apenas sugere a categoria com base nos achados descritos — o médico revisa, edita e assina. A responsabilidade clínica é sempre do radiologista (Resolução CFM 2.454/2026).
Como o Laudos.AI usa classificações padronizadas?
O recurso GUIDE sugere a categoria correspondente conforme os achados registrados no laudo. O radiologista vê a sugestão, confirma ou corrige, e assina. Uso estritamente assistivo.
Referências
- Schwartz LH et al. RECIST 1.1 — Update and clarification: from the RECIST committee
- Seymour L et al. iRECIST: guidelines for response criteria for use in trials testing immunotherapeutics
Estruture seus laudos com o Laudos.AI
Ditado em português com terminologia radiológica, sugestão automática de classificações (RECIST 1.1 e outras), sinalização de achados críticos (CRIT) e integração com seu PACS/RIS atual — com o radiologista sempre no controle.