Ressonância magnética de articulações sacroilíacas
A RM de sacroilíacas é o método de escolha para detectar sacroileíte ativa precoce em espondiloartrites, identificando edema ósseo (osteíte) antes das alterações estruturais. O Laudos.AI estrutura o ditado por lesões ativas e estruturais segundo critérios ASAS. Conteúdo revisado e assinado pelo médico.
Indicações
- Suspeita de espondiloartrite axial e dor lombar inflamatória
- Dor glútea alternante em jovem (< 45 anos)
- Acompanhamento de atividade inflamatória em espondiloartrite
- Avaliação de sacroileíte infecciosa
- Investigação de HLA-B27 positivo com sintomas axiais
Técnica padrão
RM com sequências T1 e STIR (ou T2 com saturação de gordura) nos planos semicoronal e semiaxial alinhados ao eixo do sacro. T1 pós-gadolínio com saturação de gordura é opcional; STIR é o pilar para detectar edema ósseo (osteíte).
Estrutura do laudo
- Técnica e protocolo (planos alinhados ao sacro)
- Lesões ativas (edema ósseo/osteíte, capsulite, entesite)
- Lesões estruturais (erosões, esclerose, depósito gorduroso)
- Anquilose e pontes ósseas
- Partes moles periarticulares
- Impressão diagnóstica (critérios ASAS)
Achados comuns
Edema ósseo subcondral (osteíte)
Hipersinal em STIR no osso subcondral periarticular, principal marcador de sacroileíte ativa pelos critérios ASAS.
Erosões
Defeitos da cortical articular com perda do contorno ósseo normal, lesão estrutural de sacroileíte.
Depósito gorduroso (metaplasia)
Áreas de hipersinal em T1 no osso subcondral, indicando lesão estrutural pós-inflamatória.
Esclerose subcondral
Baixo sinal em todas as sequências no osso subcondral, devendo-se diferenciar de osteíte condensante do ilíaco.
Anquilose / pontes ósseas
Fusão articular com continuidade óssea transarticular, estágio avançado da doença.
Sacroileíte infecciosa
CRITEdema e realce intenso periarticular, geralmente unilateral, com coleção/abscesso adjacente; processo agudo grave.
Classificações aplicáveis
Exemplo de impressão
Edema ósseo subcondral periarticular em ambas as articulações sacroilíacas em STIR, com erosões focais, achados que preenchem critérios de sacroileíte ativa (ASAS); recomenda-se correlação clínico-reumatológica. Sujeito a revisão e assinatura do médico radiologista.
Exemplo ilustrativo. Toda impressão é revisada e assinada pelo radiologista.
Perguntas frequentes
Por que a RM é preferida na sacroileíte precoce?
Porque detecta o edema ósseo (osteíte) ativo antes das erosões aparecerem na radiografia, permitindo diagnóstico e tratamento mais precoces.
Precisa de contraste na RM de sacroilíacas?
Geralmente não para espondiloartrite, pois a sequência STIR detecta a atividade; o contraste é útil em suspeita de infecção.
Estruture seu laudo de Ressonância magnética de articulações sacroilíacas com o Laudos.AI
Ditado em português, estruturação automática, sinalização de achados críticos e integração com seu PACS. Uso assistivo — você revisa, edita e assina.