Ressonância magnética de órbitas
A RM de órbitas avalia com alto contraste o nervo óptico, os músculos extraoculares e lesões intra e extraconais. O Laudos.AI estrutura o ditado por compartimentos orbitários (intraconal, extraconal, globo) e padroniza a descrição de realce e restrição à difusão. Conteúdo revisado e assinado pelo médico.
Indicações
- Neurite óptica e baixa de acuidade visual
- Proptose e suspeita de orbitopatia de Graves
- Caracterização de massa orbitária intra ou extraconal
- Suspeita de pseudotumor inflamatório orbitário
- Avaliação de extensão de neoplasia para a órbita
Técnica padrão
RM com cortes finos dedicados à órbita, sequências T1, T2 com saturação de gordura, STIR e DWI, complementadas por T1 pós-gadolínio com saturação de gordura nos planos axial e coronal. Bobina de cabeça com técnicas de redução de artefato de movimento ocular.
Estrutura do laudo
- Técnica e protocolo
- Globos oculares
- Nervos ópticos e bainhas
- Músculos extraoculares
- Espaços intraconal e extraconal / glândula lacrimal
- Ápice orbitário e seios paranasais adjacentes
- Impressão diagnóstica
Achados comuns
Neurite óptica
CRITHipersinal em T2/STIR e realce do nervo óptico com possível restrição à difusão, frequentemente associada à desmielinização.
Orbitopatia de Graves
Espessamento fusiforme dos ventres dos músculos retos com preservação relativa das inserções tendíneas, geralmente bilateral.
Hemangioma cavernoso orbitário
Massa intraconal bem delimitada, hiperintensa em T2, com realce progressivo característico.
Pseudotumor inflamatório (doença inflamatória orbitária)
Infiltração de sinal intermediário com realce, podendo acometer glândula lacrimal, músculos e gordura, com resposta a corticoide.
Melanoma de coroide
CRITLesão do globo hiperintensa em T1 e hipointensa em T2 com realce, exigindo correlação oftalmológica urgente.
Lesão da glândula lacrimal
Aumento e/ou massa da fossa lacrimal, diferenciando processos inflamatórios de tumorais.
Exemplo de impressão
Hipersinal e realce do segmento orbitário do nervo óptico direito, sem massa associada, achados que podem corresponder a neurite óptica; recomenda-se correlação clínico-oftalmológica e neurológica. Sujeito a revisão e assinatura do médico radiologista.
Exemplo ilustrativo. Toda impressão é revisada e assinada pelo radiologista.
Perguntas frequentes
A RM de órbitas avalia o nervo óptico melhor que a TC?
Sim. A RM tem contraste superior de partes moles para o nervo óptico e detecta neurite e desmielinização não vistas na TC.
Por que saturar a gordura na RM de órbitas?
A gordura orbitária abundante mascara o realce e o hipersinal das lesões; a saturação de gordura melhora muito a detecção.
Estruture seu laudo de Ressonância magnética de órbitas com o Laudos.AI
Ditado em português, estruturação automática, sinalização de achados críticos e integração com seu PACS. Uso assistivo — você revisa, edita e assina.