Quatro áreas decidem a compra. Esta página responde a cada uma
A direção quer capacidade e indicador. O corpo clínico quer menos tempo no que não é medicina. A TI e a segurança da informação querem integrar sem abrir brecha nova. A qualidade quer prova de que o processo aconteceu. Cada área pergunta uma coisa diferente, e uma resposta genérica não convence nenhuma.
Mediana de 52 s do editor à assinatura e cerca de 10 h devolvidas a cada 100 laudos, com a metodologia aberta.
Ditado em português radiológico com 3,06% de WER, estruturação automática e autoria sempre do médico.
API, HL7, DICOM, Agent e identidade são caminhos sujeitos a homologação; fluxo de dados documentado por implantação.
Achado crítico com prazo, confirmação e registro por exame — o que a auditoria pede como prova.
Compra de plataforma em serviço de imagem raramente morre por falta de interesse clínico. Morre porque a direção não viu número que sustente o investimento, ou porque a segurança da informação não aprovou a superfície de integração, ou porque o corpo clínico testou e achou que atrapalhava, ou porque a qualidade perguntou como se prova, na auditoria, que o processo aconteceu — e ninguém tinha a resposta.
São quatro perguntas distintas, e cada uma reprova sozinha. Por isso esta página não repete um discurso único em quatro tons: responde a cada área em separado, com o número medido quando ele existe e com a frase "não medimos isso" quando não existe.
O que a Laudos.AI é, em uma linha: a camada que fica entre a imagem laudada e o laudo assinado, entregue e provado. Ela não substitui PACS, não substitui RIS e não substitui o radiologista — ela ocupa o intervalo entre eles, que hoje é onde o tempo se perde e onde a trilha some.
O que você ganha
A medida que sustenta a conversa é a mediana de 52 segundos entre abrir o editor e assinar o laudo, com 54,6% dos laudos abaixo de um minuto — telemetria de produção sobre 5.200 laudos em janela de 30 dias. A média fica entre 3 e 5 minutos, puxada pela cauda de casos complexos, e publicamos as duas porque só a mediana seria o número conveniente. Convertido em operação sobre a média, dá cerca de 10 horas devolvidas a cada 100 laudos. O que isso não é: promessa de que o seu serviço vai reproduzir esses números. A definição de evento, a janela e as limitações estão abertas em /metodologia, e a conta que interessa é a da sua linha de base.
O radiologista dita em português clínico e o laudo se estrutura em técnica, análise e impressão enquanto ele fala. A taxa de erro por palavra medida em ditado radiológico em português brasileiro é de 3,06% após vocabulário. A classificação chega com o critério citado e o localizador, para conferência em vez de confiança cega. O template da casa é versionado e governado, então o que muda para todo mundo muda com aprovação e histórico. Nada disso transfere autoria: revisão, edição e assinatura continuam sendo ato médico, em conformidade com a Resolução CFM 2.454/2026.
API, HL7, DICOM e Agent são caminhos distintos. A equipe de TI homologa sistema, versão, eventos, campos, identidade, retorno, segurança e contingência. Padrões de interoperabilidade não garantem compatibilidade universal.
Regiões, subprocessadores, processamento, persistência, logs, retenção e backups são documentados por função e implantação. Alguns suboperadores podem tratar dados fora do Brasil. Identidade, acesso, auditoria e demais controles são validados no escopo contratado.
O módulo CRIT transforma a sinalização em evento operacional ligado ao exame: prioridade, contato, escalonamento por ligação quando não há confirmação, confirmação registrada e encerramento — com trilha em cada etapa. A diferença prática para auditoria é que a pergunta 'a que horas o solicitante foi avisado, e como se sabe que ele recebeu' passa a ter resposta consultável em vez de depender da memória do plantão. É esse registro que sustenta indicador de comunicação de resultado crítico em processo de acreditação, incluindo JCI.
Os 52 segundos medem tempo do editor à assinatura, não qualidade clínica ou TAT total. O WER de 3,06% vem de benchmark interno controlado cuja amostra pública ainda não está documentada. O LaiBench v3.10 mede fidelidade em 120 casos internos e não é validação clínica externa.
Não em ambiente de demonstração: com o seu volume, os seus tipos de exame, o seu template e a sua rede. Antes de começar, se define a linha de base atual da casa e quais indicadores decidem — porque piloto sem linha de base vira impressão, e impressão não aprova investimento.
Pontos de integração, padrões, ambiente de teste e documentação para a segurança da informação avaliar. O escopo do piloto começa por uma modalidade ou uma fila, não pelo serviço inteiro, para que qualquer ajuste aconteça antes de escalar.
O exame entra pela worklist, o radiologista dita e revisa, a classificação chega com o critério, o achado crítico dispara o fluxo com SLA e o laudo assinado volta ao sistema da instituição. Cada etapa deixa registro.
No fim do piloto, o que se compara é o indicador medido na sua casa contra a linha de base da sua casa. Se não melhorar o que importa para você, a resposta honesta é não seguir — e preferimos essa a uma implantação que ninguém usa seis meses depois.
A decisão institucional exige evidência verificável sobre supervisão, dados, integração, incidentes e comunicação de achados críticos.
Perguntas honestas
Vamos precisar trocar o PACS, o RIS ou o ERP hospitalar?
Não. A integração é por padrões abertos — HL7 v2, FHIR e DICOM-SR — sobre a topologia que já existe. A plataforma ocupa a camada entre a imagem laudada e o laudo entregue; ela não substitui os sistemas que sustentam imagem e operação. A TI participa da definição dos pontos de integração desde o começo.
Onde ficam os dados dos nossos pacientes e o áudio dos ditados?
Depende da função e da configuração. A documentação identifica regiões, subprocessadores, finalidade, persistência, logs, retenção e backups. Alguns suboperadores podem tratar dados fora do Brasil; a instituição valida o fluxo antes da decisão.
Como isso se sustenta na CFM 2.454/2026?
A IA é assistiva: ela estrutura, sugere e organiza, e o médico revisa, edita e assina. A autoria e a responsabilidade clínica permanecem do radiologista. O registro de que houve supervisão humana fica na trilha, que é justamente o que a resolução torna necessário demonstrar.
O que exatamente sustenta o número de 52 segundos?
Tempo entre a abertura do editor daquele exame e a assinatura, em mediana, num recorte histórico fixo de 9 de abril a 9 de maio de 2026, com 5.200 laudos finalizados. Na mesma medição, 54,6% ficaram abaixo de um minuto. Não mede TAT total, qualidade clínica, causalidade ou desempenho futuro.
Vocês comparam a acurácia de voz com a de outros sistemas?
Não. O registro de 3,06% vem de benchmark interno controlado em português brasileiro. A amostra e a regra de normalização ainda não estão documentadas publicamente, então o número não é reproduzível nem comparável externamente.
E se o piloto não confirmar o ganho na nossa casa?
Então o número que vale é o seu, e a recomendação é não seguir. A medida que decide é a da sua operação contra a sua linha de base, não a que está nesta página. Por isso o piloto começa definindo linha de base e indicadores antes de qualquer implantação.
Como é a governança do template da instituição?
O template da casa é versionado, com aprovação e histórico: dá para saber o que mudou, quem aprovou e quando passou a valer. Isso importa em serviço com muitos radiologistas, onde a variação entre laudos costuma vir de template divergente e não de divergência clínica real.
Quanto custa para uma instituição?
Para uso individual há preço público na página de planos. Para instituição, o desenho depende de volume, número de unidades, modalidades e pontos de integração, e a proposta é feita sobre esse escopo. Não publicamos faixa institucional porque ela variaria mais do que ajudaria — e número que não se sustenta é o oposto do que esta página defende.
Direção, corpo clínico, TI e segurança da informação, e qualidade. Mostramos a arquitetura de integração, o fluxo de achado crítico com prazo, o modelo de residência de dados e a metodologia de cada número publicado — e desenhamos o piloto de 30 dias sobre a sua linha de base.
Conteúdo atualizado em .