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Classificacao Radiologica

Sistema TNM

Sistema TNM de Estadiamento de Tumores Malignos (AJCC/UICC, 8a Edição, 2017)

Sistema de estadiamento oncológico universalmente aceito, mantido conjuntamente pelo American Joint Committee on Cancer (AJCC) e a Union for International Cancer Control (UICC). A 8a edição (vigente desde 2018) classifica tumores malignos em três componentes: T (tamanho e extensão do tumor primário), N (envolvimento linfonodal regional) e M (metástases à distância). A combinação TNM determina o estágio anatômico (I a IV), orientando prognóstico e planejamento terapêutico.

Tomografia Computadorizada / Ressonância Magnética / PET-CTMúltiplas regiões (sistema universal)

Categorias

T (Tumor Primário)Extensão do tumor primário

Descreve o tamanho e a extensão local do tumor primário. TX: tumor não avaliável. T0: sem evidência de tumor primário. Tis: carcinoma in situ. T1-T4: tamanho crescente e/ou extensão local do tumor primário. Os critérios específicos de tamanho e invasão variam conforme o órgão de origem.

Moderado
Conduta

T1-T2: frequentemente tratáveis com cirurgia isolada ou terapia local. T3-T4: frequentemente requerem terapia multimodal (cirurgia + quimioterapia e/ou radioterapia).

Achados tipicos
  • TX: tumor não pode ser avaliado
  • T0: sem evidência de tumor primário
  • Tis: carcinoma in situ (intraepitelial, sem invasão)
  • T1: tumor pequeno e/ou limitado ao órgão de origem
  • T2: tumor de tamanho intermediário ou invasão limitada
  • T3: tumor grande ou com extensão além do órgão
  • T4: tumor com invasão de estruturas adjacentes
N (Linfonodos Regionais)Envolvimento linfonodal regional

Descreve a presença e extensão de metástases em linfonodos regionais. NX: linfonodos não avaliáveis. N0: ausência de metástase linfonodal. N1-N3: envolvimento linfonodal progressivo em número, tamanho e/ou extensão extranodal. Os critérios de tamanho e número de linfonodos variam conforme o sítio tumoral.

Alto
Conduta

N0: fator de bom prognóstico. N1-N3: geralmente indica necessidade de terapia sistêmica adjuvante (quimioterapia) além de tratamento local.

Achados tipicos
  • NX: linfonodos regionais não avaliados
  • N0: ausência de metástase em linfonodos regionais
  • N1: metástase em poucos linfonodos regionais
  • N2: metástase em múltiplos linfonodos ou linfonodos bilaterais
  • N3: metástase em linfonodos extensos ou à distância da cadeia primária
M (Metástases à Distância)Metástases à distância

Descreve a presença de metástases em órgãos ou linfonodos não regionais. M0: ausência de metástases à distância. M1: presença de metástases à distância. Na 8a edição, M1 pode ser subcategorizado conforme órgão acometido (M1a, M1b, M1c) em alguns sítios tumorais.

Muito alto
Conduta

M0: tratamento potencialmente curativo possível. M1: geralmente estágio IV. Tratamento paliativo ou terapia sistêmica. Oligometástases podem ser candidatas a tratamento local em casos selecionados.

Achados tipicos
  • M0: ausência de metástases à distância por exame de imagem
  • M1: metástases à distância confirmadas
  • M1a: metástase em um único órgão/sítio
  • M1b: metástases em múltiplos sítios
  • M1c: metástases peritoneais (em alguns sítios tumorais)

Tabela de referencia rapida

CategoriaRiscoConduta
T (Tumor Primário)Extensão do tumor primárioModeradoT1-T2: frequentemente tratáveis com cirurgia isolada ou terapia local. T3-T4: frequentemente requerem terapia multimodal (cirurgia + quimioterapia e/ou radioterapia).
N (Linfonodos Regionais)Envolvimento linfonodal regionalAltoN0: fator de bom prognóstico. N1-N3: geralmente indica necessidade de terapia sistêmica adjuvante (quimioterapia) além de tratamento local.
M (Metástases à Distância)Metástases à distânciaMuito altoM0: tratamento potencialmente curativo possível. M1: geralmente estágio IV. Tratamento paliativo ou terapia sistêmica. Oligometástases podem ser candidatas a tratamento local em casos selecionados.

Referencias

  1. Amin MB, Edge S, Greene F, et al., eds. AJCC Cancer Staging Manual. 8th ed. New York: Springer; 2017.
  2. Brierley JD, Gospodarowicz MK, Wittekind C, eds. TNM Classification of Malignant Tumours. 8th ed. Oxford: Wiley-Blackwell; 2017.
  3. Defined AJCC. Implementation of the AJCC 8th Edition Cancer Staging System. CA Cancer J Clin. 2017;67(2):93-99.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre estadiamento clínico (cTNM) e patológico (pTNM)?

O estadiamento clínico (cTNM) é baseado em exames de imagem, exame físico e biópsias antes do tratamento. O patológico (pTNM) é definido após ressecção cirúrgica, com base na análise histopatológica do espécime. O pTNM é mais preciso e pode diferir do cTNM. Existe ainda o yTNM (após neoadjuvância) e rTNM (recidiva).

O que mudou na 8a edição do TNM?

A 8a edição (2017, vigente desde 2018) introduziu critérios atualizados para diversos sítios, incluindo: estadiamento HPV-dependente para câncer de orofaringe, subcategorização de M1 em vários sítios, incorporação de biomarcadores (como Gleason/ISUP para próstata), e atualização dos critérios de N para câncer de cabeça e pescoço com base em extensão extranodal.

Como o radiologista contribui para o estadiamento TNM?

O radiologista é responsável pelo estadiamento clínico por imagem (cTNM), avaliando: tamanho e extensão local do tumor (cT) em TC, RM ou PET-CT; presença e características de linfonodos regionais (cN); e presença de metástases à distância (cM). O laudo radiológico deve descrever os achados de forma que o oncologista possa definir o TNM clínico.

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