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Classificacao Radiologica

Escala de Fisher Modificada

Escala de Fisher Modificada para Hemorragia Subaracnoidea (Claassen, 2001)

Escala revisada por Claassen et al. em 2001, que aprimora a escala de Fisher original para melhor predição de vasoespasmo e infarto cerebral tardio após hemorragia subaracnoidea aneurismática (HSA). Classifica de 0 a 4, incorporando a presença de hemorragia intraventricular (HIV) como fator de risco independente e eliminando a paradoxal inversão de risco entre graus 3 e 4 da escala original.

Tomografia ComputadorizadaCrânio / Espaço subaracnoideo

Categorias

0Sem HSA ou HIV

Ausência de sangue no espaço subaracnoideo e nos ventrículos em TC de crânio. Apesar da suspeita clínica, TC não demonstra hemorragia. Risco de vasoespasmo sintomático muito baixo.

Minimo
Conduta

Punção lombar se forte suspeita clínica. Angiografia se punção lombar positiva. Se confirmado HSA, monitorar em UTI.

Achados tipicos
  • TC sem hiperdensidade nos espaços subaracnoideos
  • Ventrículos sem conteúdo hemorrágico
1HSA fina sem HIV

Camada fina de sangue subaracnoideo (< 1 mm de espessura nas cisternas) sem hemorragia intraventricular bilateral. Risco de vasoespasmo sintomático baixo (aproximadamente 15-24%).

Baixo
Conduta

UTI. Tratamento do aneurisma. Nimodipina. Monitoramento com Doppler transcraniano seriado.

Achados tipicos
  • HSA fina (< 1 mm) nas cisternas basais ou fissuras
  • Sem sangue intraventricular bilateral
2HSA fina com HIV

Camada fina de sangue subaracnoideo (< 1 mm) com hemorragia intraventricular bilateral associada. Risco intermediário de vasoespasmo sintomático (aproximadamente 33%).

Moderado
Conduta

UTI. Tratamento precoce do aneurisma. Nimodipina. Monitoramento de vasoespasmo e hidrocefalia. Considerar DVE se hidrocefalia.

Achados tipicos
  • HSA fina nas cisternas basais
  • Sangue intraventricular bilateral (ventrículos laterais)
3HSA espessa sem HIV

Coágulo cisternal ou camada espessa de sangue subaracnoideo (>= 1 mm) sem hemorragia intraventricular bilateral. Alto risco de vasoespasmo sintomático (aproximadamente 33%).

Alto
Conduta

UTI neurocirúrgica. Tratamento precoce do aneurisma (< 24-72h). Nimodipina 60mg 4/4h por 21 dias. Monitoramento intensivo de vasoespasmo com Doppler transcraniano diário.

Achados tipicos
  • HSA espessa (>= 1 mm) nas cisternas basais ou fissuras
  • Coágulos localizados em cisternas
  • Sem sangue intraventricular bilateral
4HSA espessa com HIV

Coágulo cisternal espesso (>= 1 mm) com hemorragia intraventricular bilateral. Categoria de maior risco da escala. Risco mais elevado de vasoespasmo sintomático e infarto cerebral tardio (aproximadamente 40%).

Muito alto
Conduta

UTI neurocirúrgica. Tratamento precoce do aneurisma. DVE se hidrocefalia. Nimodipina. Monitoramento intensivo. Considerar angioplastia profilática ou terapia intra-arterial se vasoespasmo refratário.

Achados tipicos
  • HSA espessa nas cisternas basais
  • Sangue intraventricular bilateral
  • Possível hidrocefalia aguda
  • Coágulo intraventricular volumoso

Tabela de referencia rapida

CategoriaRiscoConduta
0Sem HSA ou HIVMinimoPunção lombar se forte suspeita clínica. Angiografia se punção lombar positiva. Se confirmado HSA, monitorar em UTI.
1HSA fina sem HIVBaixoUTI. Tratamento do aneurisma. Nimodipina. Monitoramento com Doppler transcraniano seriado.
2HSA fina com HIVModeradoUTI. Tratamento precoce do aneurisma. Nimodipina. Monitoramento de vasoespasmo e hidrocefalia. Considerar DVE se hidrocefalia.
3HSA espessa sem HIVAltoUTI neurocirúrgica. Tratamento precoce do aneurisma (< 24-72h). Nimodipina 60mg 4/4h por 21 dias. Monitoramento intensivo de vasoespasmo com Doppler transcraniano diário.
4HSA espessa com HIVMuito altoUTI neurocirúrgica. Tratamento precoce do aneurisma. DVE se hidrocefalia. Nimodipina. Monitoramento intensivo. Considerar angioplastia profilática ou terapia intra-arterial se vasoespasmo refratário.

Referencias

  1. Claassen J, Bernardini GL, Kreiter K, et al. Effect of cisternal and ventricular blood on risk of delayed cerebral ischemia after subarachnoid hemorrhage: the Fisher scale revisited. Stroke. 2001;32(9):2012-2020.
  2. Frontera JA, Claassen J, Schmidt JM, et al. Prediction of symptomatic vasospasm after subarachnoid hemorrhage: the modified Fisher scale. Neurosurgery. 2006;59(1):21-27.
  3. Connolly ES Jr, Rabinstein AA, Carhuapoma JR, et al. Guidelines for the management of aneurysmal subarachnoid hemorrhage: a guideline for healthcare professionals from the AHA/ASA. Stroke. 2012;43(6):1711-1737.

Perguntas Frequentes

Por que a Fisher Modificada é melhor que a original?

A escala de Fisher Modificada resolve duas limitações da original: (1) elimina a inversão paradoxal de risco entre graus 3 e 4 (na original, grau 4 tinha menor risco que grau 3), e (2) incorpora a hemorragia intraventricular como fator de risco independente para vasoespasmo, o que a original ignorava. Na escala modificada, o risco de vasoespasmo aumenta progressivamente de 0 a 4.

O que é o infarto cerebral tardio (DCI)?

O infarto cerebral tardio (Delayed Cerebral Ischemia / DCI) é a principal complicação tardia da HSA aneurismática, ocorrendo tipicamente entre 4 e 14 dias após o sangramento inicial. É causado pelo vasoespasmo cerebral, que reduz o fluxo sanguíneo e pode causar isquemia irreversível. A prevenção inclui nimodipina, euvolemia e monitoramento com Doppler transcraniano.

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