TC de Abdome Total com Contraste - Fase Portal
Avaliação de dor abdominal, massas abdominais, estadiamento oncológico
Indicacoes clinicas
- Avaliação de dor abdominal, massas abdominais, estadiamento oncológico
Preparacao do paciente
Jejum de 4-6 horas
Verificar função renal (creatinina e TFG) antes do contraste iodado
Verificar alergias a contraste iodado
Hidratação prévia em pacientes com TFG < 45 mL/min
Suspender metformina conforme protocolo institucional
Administrar contraste oral (água ou contraste iodado diluído) 45-60 min antes, quando indicado
Informacoes sobre contraste
Contraste iodado não-iônico (ex: iobitridol, iopamidol, iohexol)
1.5-2 mL/kg (geralmente 80-120 mL)
3-4 mL/s | 70-80 segundos (fase portal)
Protocolo passo a passo
Topograma
Adquirir topograma AP. Verificar cobertura desde as cúpulas diafragmáticas até a sínfise púbica.
kV: 120 | mA: 50
Fase sem contraste (quando indicado)
Aquisição pré-contraste para avaliação de cálculos, hemorragia e referência de atenuação de lesões hepáticas.
kV: 120 | mAs: 200-250 | pitch: 1.0
Injeção de contraste
Injetar contraste iodado em veia antecubital com bomba injetora. Seguir com 30-40 mL de solução salina.
volume: 80-120 mL | velocidade: 3-4 mL/s | flush: 30-40 mL SF
Aquisição fase portal
Adquirir 70-80 segundos após início da injeção. Fase principal para avaliação do parênquima hepático, pâncreas e estruturas abdominais.
kV: 120 | mAs: 200-300 | delay: 70-80 s | pitch: 0.8-1.0
Reconstruções multiplanares
Reconstruir em axial fino (2-3 mm) e reformatações coronal e sagital.
espessura_axial: 3-5 mm | espessura_fina: 2 mm | coronal_sagital: 3 mm
Parametros tecnicos
| Parametro | Valor |
|---|---|
| kV | 120 (100 kV em pacientes < 80 kg para melhor contraste) |
| mAs efetivo | 200-300 (com modulação automática) |
| Colimação | 64 x 0.625 mm |
| Pitch | 0.8-1.0 |
| Tempo de rotação | 0.5 s |
| FOV | 350-400 mm |
| Matriz | 512 x 512 |
| Espessura de corte | 3-5 mm (rotina), 2 mm (reconstrução fina) |
Dicas praticas
Se houver suspeita de lesão hepática, complementar com fase arterial (25-30s)
Em pacientes obesos, considerar aumentar o volume de contraste e a velocidade de injeção
Avaliar sistematicamente: fígado, vias biliares, pâncreas, baço, rins, adrenais, alças intestinais, vasos e retroperitônio
Utilizar 100 kV em pacientes magros para melhorar o contraste iodado e reduzir dose
Sempre avaliar as bases pulmonares incluídas no campo de visão
Pseudolesões hepáticas por diferenças de perfusão na fase portal — correlacionar com outras fases quando disponíveis
Apêndice não visualizado não exclui apendicite — descrever especificamente
Linfonodos mesentéricos reacionais (< 10 mm no eixo curto) são frequentes e inespecíficos
Esteatose hepática focal pode simular lesão hipodensa na fase portal
Fase portal isolada pode não caracterizar adequadamente lesões hepáticas hipervasculares (CHC, adenoma)