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Protocolo de Exame

Ultrassonografia Doppler de Artérias Carótidas e Vertebrais

Avaliação de estenose carotídea, AIT, sopro cervical, rastreamento de aterosclerose

USPescoço / Vasos Cervicais

Indicacoes clinicas

  • Avaliação de estenose carotídea, AIT, sopro cervical, rastreamento de aterosclerose

Preparacao do paciente

1

Não requer jejum

2

Posicionar em decúbito dorsal com leve extensão cervical

3

Rotação contralateral da cabeça para cada lado avaliado

4

Transdutor linear de alta frequência (7-12 MHz)

Protocolo passo a passo

1

Modo B - Carótida comum bilateral

Avaliar em modo B longitudinal e transversal: parede arterial, espessura médio-intimal (EMI), presença de placas. Medir EMI na parede posterior da carótida comum distal.

transdutor: Linear 7-12 MHz | profundidade: 3-4 cm

2

Modo B - Bifurcação e carótidas interna/externa

Avaliar morfologia das placas (ecogenicidade, superfície, calcificação) na bifurcação, carótida interna (ACI) e externa (ACE).

3

Doppler colorido

Color Doppler em toda a extensão das carótidas para mapeamento de fluxo e identificação de estenoses.

PRF: Ajustar para evitar aliasing | ângulo: ≤ 60°

4

Doppler espectral - Velocidades

Medir VPS e VDF nas carótidas comum, interna e externa bilateral. Ângulo de insonação ≤ 60°. Calcular índice de resistência e relação ACI/ACC.

ângulo: ≤ 60° | medidas: VPS, VDF, IR, relação ACI/ACC

5

Artérias vertebrais

Avaliar fluxo nas artérias vertebrais entre os processos transversos em modo B e Doppler espectral. Avaliar direção do fluxo (anterógrado vs reverso).

segmentos: V1 e V2

6

Artérias subclávias (opcional)

Avaliar artérias subclávias proximais para roubo de subclávia, especialmente se fluxo vertebral reverso.

Parametros tecnicos

ParametroValor
TransdutorLinear 7-12 MHz
Profundidade3-4 cm
Ângulo Doppler≤ 60° (idealmente 60°)
PRFAjustar para evitar aliasing
Filtro de paredeBaixo (50-100 Hz)
ModoB, Color Doppler, Doppler espectral
Tempo total30-40 minutos

Dicas praticas

Critérios SRU/NASCET para estenose ACI: VPS > 125 cm/s = estenose ≥ 50%; VPS > 230 cm/s = estenose ≥ 70%

Relação ACI/ACC (VPS) > 4.0 sugere estenose ≥ 70%

EMI normal < 1.0 mm; EMI ≥ 1.5 mm = espessamento significativo

Classificar placas: ecogênica, hipoecogênica, mista, calcificada, irregular/ulcerada

Sempre avaliar e reportar a direção do fluxo vertebral (anterógrado = normal)

Ângulo Doppler > 60° subestima velocidades e grau de estenose

Calcificação extensa pode causar sombra acústica e impedir avaliação do lúmen — reportar como limitação

Oclusão total pode ser confundida com estenose crítica — avaliar com Doppler de potência (power Doppler)

Artéria carótida interna e externa podem ser confundidas — ACE tem ramos e responde ao tapping temporal

Tortuosidade/kinking carotídeo pode causar turbulência e superestimar estenose

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