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Protocolo de Exame

TC de Tórax de Alta Resolução (TCAR)

Avaliação de doença pulmonar intersticial difusa

TCTórax

Indicacoes clinicas

  • Avaliação de doença pulmonar intersticial difusa

Preparacao do paciente

1

Não requer jejum

2

Remover adornos metálicos da região torácica

3

Orientar o paciente sobre apneia inspiratória máxima

4

Treinar apneia antes da aquisição

5

Posicionar em decúbito dorsal com braços elevados acima da cabeça

Protocolo passo a passo

1

Topograma

Adquirir topograma AP e lateral para planejamento. Verificar que toda a extensão pulmonar está coberta.

kV: 120 | mA: 50

2

Aquisição volumétrica em inspiração

Varredura helicoidal fina dos ápices pulmonares às bases, em inspiração máxima. Utilizar protocolo de baixa dose quando possível.

kV: 120 | mAs: 100-200 | pitch: 1.0-1.5 | colimação: 64 x 0.625 mm | rotação: 0.5 s

3

Aquisição em expiração

Adquirir série em expiração máxima (pode ser sequencial com cortes espaçados) para avaliação de aprisionamento aéreo.

kV: 120 | mAs: 80-100 | espaçamento: 20-30 mm entre cortes

4

Decúbito ventral (opcional)

Série em decúbito ventral para diferenciar opacidades dependentes de doença parenquimatosa real, especialmente em bases.

mesmos_parâmetros: da série inspiratória

5

Reconstruções

Reconstruir em filtro de alta resolução (lung/bone) com cortes finos de 1-1.25 mm. Complementar com MIP e MinIP.

espessura: 1-1.25 mm | incremento: 0.7-1 mm | filtro: Lung (alta resolução)

Parametros tecnicos

ParametroValor
kV120
mAs efetivo100-200 (inspiração), 80-100 (expiração)
Colimação64 x 0.625 mm
Pitch1.0-1.5
Tempo de rotação0.5 s
FOV350-400 mm
Matriz512 x 512 (ou 768 x 768)
Espessura de corte1-1.25 mm
Filtro de reconstruçãoLung / Bone (alta resolução)

Dicas praticas

Sempre avaliar a série expiratória para aprisionamento aéreo — padrão mosaico tem diagnóstico diferencial distinto

Utilizar MinIP para detectar aprisionamento aéreo sutil

Classificar o padrão predominante: UIP, NSIP, PO, PIH, PIL

Avaliar distribuição axial (periférica vs central) e craniocaudal (predomínio basal vs apical)

Descrever achados associados: linfonodomegalias, derrame pleural, dilatação esofágica (colagenoses)

Opacidades em vidro fosco nas regiões dependentes podem ser gravitacionais — correlacionar com série em prono

Faveolamento pode ser confundido com bronquiectasias de tração — o faveolamento forma camadas subpleurais

Movimento respiratório causa artefato que simula bronquiectasias — garantir boa apneia

Padrão de pneumonia intersticial usual (UIP) definitivo na TCAR pode dispensar biópsia

Não confundir espessamento septal liso (edema/linfangite) com reticular (fibrose)

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