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Protocolo de Exame

TC de Tórax - Protocolo para Pneumonia por COVID-19

Avaliação de acometimento pulmonar por SARS-CoV-2, quantificação de extensão e seguimento

TCTórax

Indicacoes clinicas

  • Avaliação de acometimento pulmonar por SARS-CoV-2, quantificação de extensão e seguimento

Preparacao do paciente

1

Não requer jejum

2

Protocolo de baixa dose (sem contraste na maioria dos casos)

3

Equipamentos de proteção individual (EPI) para a equipe

4

Posicionar em decúbito dorsal com braços elevados

5

Orientar apneia inspiratória máxima

6

Limpeza e desinfecção do equipamento após cada paciente

Protocolo passo a passo

1

Topograma

Topograma AP rápido. Verificar cobertura dos ápices às bases pulmonares.

kV: 120 | mA: 50

2

Aquisição helicoidal de baixa dose

Varredura helicoidal em inspiração máxima, protocolo de baixa dose sem contraste. Dos ápices até os recessos costofrênicos.

kV: 100-120 | mAs: 30-80 (com modulação) | pitch: 1.0-1.5 | colimação: 64 x 0.625 mm

3

Reconstruções de parênquima

Reconstruir em filtro de parênquima pulmonar com espessura de 1-1.5 mm e filtro de partes moles com 3-5 mm.

espessura_fina: 1-1.5 mm (lung) | espessura_rotina: 3-5 mm (standard)

4

Estimativa de extensão (CO-RADS/classificação)

Avaliar e classificar os achados segundo CO-RADS e quantificar a extensão do acometimento pulmonar em porcentagem ou por escala visual.

Parametros tecnicos

ParametroValor
kV100-120
mAs efetivo30-80 (baixa dose com modulação automática)
Colimação64 x 0.625 mm
Pitch1.0-1.5
Tempo de rotação0.5 s
FOV350-400 mm
Matriz512 x 512
Espessura de corte1-1.5 mm (parênquima), 3-5 mm (partes moles)
FiltroLung (parênquima) + Standard (partes moles)
Dose estimadaDLP < 200 mGy·cm

Dicas praticas

Padrão típico COVID: vidro fosco bilateral, periférico, com ou sem crazy-paving, predomínio em lobos inferiores

CO-RADS: 1 (muito baixa suspeita) a 5 (muito alta suspeita). CO-RADS 4-5 = padrão típico de COVID

Quantificar extensão: leve (<25%), moderada (25-50%), extensa (50-75%), grave (>75%)

Evolução temporal: vidro fosco → consolidação → crazy-paving → organização → fibrose residual

Em pacientes com D-dímero elevado, considerar angioTC para excluir TEP associado

Vidro fosco em regiões dependentes pode ser atelectasia gravitacional e não COVID — avaliar com paciente em prono se necessário

Padrão de vidro fosco bilateral periférico não é exclusivo de COVID — diferenciar de pneumonia em organização, PH, edema

Fase precoce (0-4 dias) pode ter TC normal em até 50% dos pacientes sintomáticos

Derrame pleural significativo e linfonodomegalias mediastinais são incomuns na COVID — considerar diagnósticos alternativos

Pneumomediastino e pneumotórax podem ocorrer em pacientes ventilados — avaliar sistematicamente

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