Classifications

BI-RADS in radiology reports

BI-RADS should appear as reviewable clinical structure, not loose text pasted at the end.

BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System, ACR, 5ª edição) é o léxico e o sistema de categorização final para mamografia, ultrassonografia e ressonância mamária. A categoria final (0, 1, 2, 3, 4A/4B/4C, 5 ou 6) resume a probabilidade de malignidade e define a conduta — de rastreamento de rotina a biópsia. A ferramenta abaixo mostra, para cada categoria, o significado e a conduta.

Referência interativa BI-RADS — categoria e conduta

Significado e conduta

Fill the fields above to see the category and management.

Ferramenta educacional. O resultado é um ponto de partida — o radiologista aplica julgamento clínico, o protocolo do serviço e a correlação com o contexto do paciente. Não substitui revisão e assinatura médica.

Para que serve o BI-RADS

O BI-RADS do American College of Radiology padroniza o vocabulário (composição mamária, descritores de massa, calcificações, distorção arquitetural, assimetrias, realce em RM) e fecha cada exame com uma categoria de avaliação final que carrega uma probabilidade de malignidade implícita e uma conduta recomendada. Foi desenhado para que solicitante, paciente e auditoria leiam o laudo da mesma forma.

A categoria final é uma só por exame (por mama, na prática, considera-se o achado de maior categoria). Ela precisa aparecer na conclusão de forma inequívoca, ligada ao achado que a justifica e à conduta que dela decorre.

As categorias e o que cada uma significa

A subdivisão da categoria 4 (4A/4B/4C) é fortemente recomendada na 5ª edição porque muda a conversa com a paciente e a leitura do patologista: um benigno concordante numa 4A encerra o assunto; o mesmo benigno numa 4C é quase sempre discordante e exige re-biópsia.

CategoriaSignificadoProb. de malignidadeConduta
0IncompletoImagem adicional ou exame prévio
1Negativo~0%Rastreamento de rotina
2Benigno~0%Rastreamento de rotina
3Provavelmente benigno> 0% e ≤ 2%Seguimento de curto intervalo (6 meses)
4ABaixa suspeita> 2% e ≤ 10%Diagnóstico tecidual
4BSuspeita moderada> 10% e ≤ 50%Diagnóstico tecidual
4CAlta suspeita> 50% e < 95%Diagnóstico tecidual
5Altamente sugestivo de malignidade≥ 95%Diagnóstico tecidual
6Malignidade comprovada por biópsiaConduta oncológica

Como chegar à categoria — raciocínio

  1. 01

    Descreva a composição mamária (a, b, c, d) — ela contextualiza a sensibilidade do exame, não entra na categoria do achado.

  2. 02

    Caracterize cada achado com o léxico: massa (forma, margem, densidade), calcificações (morfologia, distribuição), distorção arquitetural, assimetrias, realce em RM (foco, massa, não-massa; cinética).

  3. 03

    Atribua a categoria que reflete a probabilidade de malignidade do achado. Achados tipicamente benignos (cisto simples, linfonodo intramamário típico, fibroadenoma calcificado, calcificações vasculares) = categoria 2.

  4. 04

    Achado novo ou indeterminado mas com características que sugerem fortemente benignidade (massa circunscrita ovalada sólida não-calcificada na primeira avaliação, agrupamento de microcistos, ducto solitário dilatado assintomático) pode ser categoria 3 — desde que o seguimento seja viável.

  5. 05

    Qualquer característica suspeita (massa irregular ou espiculada, calcificações pleomórficas em distribuição linear ou segmentar, distorção arquitetural sem cicatriz cirúrgica, realce não-massa linear/segmentar com cinética suspeita) tira o achado da categoria 3 — vai para 4 (estratifique A/B/C) ou 5.

  6. 06

    Categoria final = a maior categoria entre os achados. Registre na conclusão a categoria, o achado que a determinou e a conduta.

Exemplo de laudo estruturado com BI-RADS

Report example

MAMOGRAFIA BILATERAL — RASTREAMENTO

Composição mamária: tipo C (heterogeneamente densa), o que pode reduzir a sensibilidade do método.

Mama direita: sem nódulos, distorções ou microcalcificações suspeitas.
Mama esquerda: agrupamento de calcificações pleomórficas finas em distribuição segmentar no quadrante súpero-externo, novo em relação ao exame de 2024.

Linfonodos axilares de aspecto habitual bilateralmente.

CONCLUSÃO:
Mama direita — BI-RADS 1 (negativo).
Mama esquerda — BI-RADS 4B (suspeita moderada) pelas calcificações pleomórficas segmentares novas no QSE.
CONDUTA: recomenda-se diagnóstico tecidual (biópsia estereotáxica) da lesão da mama esquerda.

Erros comuns

  • Usar categoria 3 como "não sei direito". A categoria 3 tem uma definição estreita (provavelmente benigno, ≤ 2%) e exige seguimento viável; achado indeterminado-suspeito é 4, não 3.
  • Atribuir categoria 0 quando o exame já é conclusivo só porque a paciente trouxe imagens antigas — o 0 é para quando a comparação ou imagem extra muda a conclusão.
  • Não subdividir a categoria 4. "BI-RADS 4" sem A/B/C empobrece a conversa clínica e a leitura patológica.
  • Esquecer a concordância radiopatológica. Benigno discordante (especialmente em 4C/5) precisa ser sinalizado no laudo de seguimento — não basta arquivar.
  • Misturar a composição mamária com a categoria do achado. Composição (a-d) descreve o tecido; categoria (0-6) descreve o risco do achado.
  • Deixar a conduta implícita. "BI-RADS 4B" sem dizer "recomenda-se biópsia" deixa o solicitante adivinhando.

Como a Laudos.AI ajuda a estruturar isso

Na Laudos.AI, o radiologista descreve os achados de cada mama em fala natural; a IA organiza a descrição no léxico BI-RADS, mantém a categoria final por mama (a de maior risco), liga a categoria ao achado que a justifica e à conduta correspondente — e, quando aplicável, dispara o fluxo de comunicação de achado crítico. O médico revisa, ajusta e assina. A conclusão sai com a categoria, o achado determinante e a conduta explícita, padronizadas no serviço inteiro.

Editorial & review

Author
Equipe clínica Laudos.AIConteúdo desenvolvido com radiologistas (revisão por especialista)
Medical reviewer
Radiologista revisorRevisão clínica antes da publicação
Created
2026-05-12
Last reviewed
2026-05-12

Sources

  • American College of Radiology. ACR BI-RADS Atlas, 5th ed., 2013 (mamografia, ultrassom, RM).
  • Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) / Sociedade Brasileira de Mastologia — recomendações sobre laudo mamográfico e categorização BI-RADS.
  • Sickles EA, D'Orsi CJ, et al. ACR BI-RADS Atlas — Follow-up and Outcome Monitoring.

Educational and product information. Brazilian Portuguese clinical language; adapt to your service protocol. Does not replace physician judgment — the radiologist reviews, edits and signs the report.

FAQ

Qual a diferença entre BI-RADS 3 e BI-RADS 4A?

BI-RADS 3 = provavelmente benigno, ≤ 2% de malignidade, conduta = seguimento de 6 meses. BI-RADS 4A = baixa suspeita, > 2% e ≤ 10%, conduta = biópsia. A fronteira é a indicação de tecido: se você acha que vale puncionar, não é 3.

Posso dar uma categoria para cada mama?

Sim — e é recomendado quando os achados diferem. A conduta de cada mama segue a sua própria categoria. Quando há um único exame com achados em ambas, a categoria "global" do exame é a maior delas.

Quando uso BI-RADS 0?

Quando o exame, isoladamente, não permite concluir e você precisa de incidências adicionais, magnificação, ultrassom dirigido ou comparação com exame prévio. Não é para usar quando o exame já é conclusivo.

BI-RADS 6 é para qualquer câncer de mama?

É para quando a malignidade já foi comprovada por biópsia e o exame é feito antes do tratamento definitivo (estadiamento local, RM pré-neoadjuvante, pré-cirúrgica). Depois do tratamento, a categorização volta a seguir os achados.

O que é concordância radiopatológica e por que importa no laudo?

É verificar se o resultado da biópsia bate com o grau de suspeita da imagem. Um resultado benigno numa lesão BI-RADS 4C ou 5 é discordante e geralmente exige re-biópsia ou cirurgia — isso precisa ser registrado no laudo de seguimento, não só arquivado.

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