Quando indicar
Elastografia ultrassonográfica quantifica a rigidez tecidual — usada para estadiamento não-invasivo de fibrose hepática, caracterização de nódulos tireoidianos, mamários, prostáticos e renais. As técnicas mais comuns são shear-wave (SWE), strain elastography (compressão) e elastografia transitória (FibroScan).
O que avaliar
- Velocidade da onda de cisalhamento (Vs em m/s) ou módulo de Young (kPa).
- Mediana de medições válidas (mínimo 5–10), IQR ≤ 30% da mediana.
- Conversão para estágios Metavir hepáticos (referência local): F0–F4.
- Cuidados: jejum ≥ 3 h, paciente em decúbito, evitar inspiração forçada, evitar congestão venosa.
Modelo interativo
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COM ELASTOGRAFIA HEPÁTICA
- Fígado: com dimensões normais, contornos regulares e bordas finas. Ecotextura parenquimatosa hepática homogênea. Não foram detectadas lesões focais ao método.
Realizada elastografia com a técnica “ shear wave ” (2D-SWE, GE Healthcare – Aparelho: Vivid T8 LOGIQ P7 Series), com medidas múltiplas. Mediana das Elasticidades ( liver stifness ) no lobo direito calculada em kPa .
- Veias porta e hepáticas: pérvias ao estudo Doppler colorido, com calibres preservados.
- Vesícula biliar: tópica, normodistendida, com paredes finas e regulares e conteúdo anecogênico, sem cálculos.
- Vias biliares intra e extra-hepáticas: sem dilatações
- Pâncreas: com dimensões, contornos e ecogenicidade normais.
- Baço: com dimensões normais, homogêneo.
Conclusão:
- Elastografia hepática por 2D-SWE com índice de Elasticidade calculado em kPa, inferindo ausência presença de fibrose clinicamente significativa.
Valores de referência*:
• < 5 kPa: Normal;
• 5-9 kPa: Provavelmente sem fibrose clinicamente significativa (≤ F2);
• 9-13 kPa: Provavelmente com fibrose clinicamente significativa (≥ F3);
• 13-17 kPa: Cirrose;
• > 17 kPa: Cirrose descompensada (hipertensão portal).
* Barr, Richard G., et al. "Update to the society of radiologists in ultrasound liver elastography consensus statement." Radiology 296.2 (2020): 263-274.
Referências Bibliográficas:
Barr RG et Al – Elastography Assessment of Liver Fibrosis: Society of Radiologists in Ultrasound Consensus Conference Statement – Radiology 2015; 276 (3): 845-861
G. Ferraioli et al - WFUMB Guidelines for Ultrasound Elastography - Liver - Ultrasound in Med. & Biol., Vol. 41, No. 5, pp. 1161–1179, 2015 DOI: https://doi.org/10.1016/j.ultrasmedbio.2015.03.007
Como usar
- Substitua cada [...] pela medida ou descritor do exame.
- Adapte a conclusão ao protocolo do seu serviço antes de assinar.
- Use o modelo como ponto de partida — não como substituto da revisão médica.
- Na Laudos.AI, dite os achados em fala natural e a IA estrutura o texto neste formato para revisão.
Perguntas frequentes
- Elastografia hepática — quando confiar no resultado?
- Resultado confiável quando mediana de ≥ 10 medições válidas, IQR ≤ 30% da mediana e ALT < 5× LSN. Valores aumentam falsamente em hepatite aguda, congestão hepática e colestase.
- Qual ponto de corte para fibrose significativa (F ≥ 2)?
- Depende da técnica e equipamento. Em SWE, F2 ≥ 7,1 kPa e F4 (cirrose) ≥ 12,5 kPa são pontos referenciais em hepatite C. Consultar valores específicos do equipamento e da etiologia.
Referências
- EFSUMB Guidelines on Ultrasound Elastography, 2017.
- Friedrich-Rust M et al., Gastroenterology 2008.