Quando indicar
TC de crânio é o primeiro método para suspeita de AVC agudo (excluir hemorragia antes de trombólise), trauma cranioencefálico, cefaleia súbita 'thunderclap', rebaixamento do nível de consciência e seguimento pós-cirúrgico. Para isquemia aguda, integrar ASPECTS quando aplicável.
O que avaliar
- Hemorragias agudas: epidural, subdural, subaracnóidea, intraparenquimatosa, intraventricular.
- Sinais precoces de isquemia (hipodensidade, perda da diferenciação corticossubcortical, apagamento de sulcos, ASPECTS).
- Efeito expansivo, desvio de linha média, herniações.
- Coleções, calcificações, lesões focais.
- Sistema ventricular, cisternas e calota craniana.
Modelo interativo
Preencha os campos0/2
Técnica:
TEC1 SC: Realizados cortes axiais sem a administração do meio de contraste iodado endovenoso.
TEC2 CC: Realizados cortes axiais antes e após a injeção do meio de contraste iodado endovenoso.
Análise:
- Sistema ventricular: leve alargamento dos ventrículos supratentoriais, preservando morfologia e simetria habituais. IV ventrículo sem particularidades.
- Sulcos corticais e cisternas basais: leve proeminência difusa (em detrimento do parênquima encefálico), sem predomínio lobar ou sinais hipertensivos, de aspecto compensatório.
- Parênquima encefálico: #### tênues hipodensidades confluentes na substância branca periventricular em regiões peritrigonais e junto aos ângulos anteriores dos ventrículos laterais.
#### hipodensidades confluentes na substância branca periventricular, predominando nas regiões peritrigonais, junto aos ângulos anteriores dos ventrículos laterais e nas coroas radiadas/centros
semi-ovais.
- Artérias intracranianas: #### calcificações parietais nos sifões carotídeos. #### Grandes troncos arteriais intracranianos alongados e tortuosos.
- Hemorragia intracraniana recente: ausente.
- Calota craniana: sem alterações focais evidentes. #### hiperostose benigna da calota craniana, com predomínio frontal.
#### - Realces focais anômalos: ausentes.
Comparação: Estudos anteriores não disponíveis para a análise.
Conclusão:
Sinais de redução volumétrica do parênquima encefálico e de ateromatose intracraniana.
Discreto alargamento dos espaços liquóricos, dentro dos parâmetros da normalidade para o grupo etário. Ou Alterações volumétricas encefálicas, que podem ser encontradas nesta faixa etária.
Hipodensidades na substância branca periventricular
bi-hemisférica, habitualmente relacionadas a gliose por microangiopatia.
Como usar
- Substitua cada [...] pela medida ou descritor do exame.
- Adapte a conclusão ao protocolo do seu serviço antes de assinar.
- Use o modelo como ponto de partida — não como substituto da revisão médica.
- Na Laudos.AI, dite os achados em fala natural e a IA estrutura o texto neste formato para revisão.
Classificações relacionadas
Perguntas frequentes
- ASPECTS — como pontuar?
- Sistema de 10 pontos no território da ACM avaliado em dois cortes axiais (basal e supraventricular). Subtrai 1 ponto para cada das 10 regiões com sinais isquêmicos precoces. Pontuação ≤ 7 prediz pior prognóstico funcional pós-trombólise.
- Quando indicar angio-TC após o exame inicial?
- Imediatamente em AVC isquêmico com NIHSS ≥ 6, para identificar oclusão de grande vaso e avaliar elegibilidade para trombectomia mecânica (janela até 24 h conforme DAWN/DEFUSE-3).
- Trauma — quando solicitar?
- Canadian CT Head Rule ou New Orleans Criteria para selecionar pacientes adultos com TCE leve (Glasgow 13–15). Crianças: PECARN.
Referências
- Powers WJ et al., Stroke 2019 (AHA/ASA guideline).
- Stiell IG et al., Lancet 2001 (Canadian CT Head Rule).