Como classificar nódulos pulmonares pela tabela Fleischner?
As diretrizes Fleischner Society (2017) classificam por tamanho e risco: nódulos sólidos <6 mm em pacientes de baixo risco não necessitam seguimento. Entre 6-8 mm, TC em 6-12 meses. >8 mm, TC em 3 meses ou PET-CT. Para nódulos subsólidos, os intervalos são mais longos. O risco é avaliado por história de tabagismo, exposição a amianto e história familiar.
Calcificações centrais, laminares, difusas (homogêneas) e em pipoca (popcorn) são tipicamente benignas. A calcificação central é clássica de granuloma. O padrão em pipoca sugere hamartoma. Calcificações excêntricas, puntiformes ou amorfas são indeterminadas e podem ocorrer em malignidade.
O tempo de duplicação volumétrica é crucial na avaliação de malignidade. Tumores malignos tipicamente dobram de volume em 20-400 dias. Tempo <20 dias sugere processo infeccioso ou inflamatório. Tempo >400 dias sugere processo benigno. Nódulos estáveis por >2 anos são geralmente benignos.
PET-CT é indicado para nódulos sólidos ≥8 mm indeterminados, para avaliar captação metabólica (SUV). SUV >2,5 sugere malignidade. Limitações: falso-positivos em processos inflamatórios/granulomatosos; falso-negativos em nódulos <8 mm, tumores de baixo grau (carcinoide) e adenocarcinomas in situ (vidro fosco puro).
Nódulo em vidro fosco (ground-glass) puro é uma opacidade que não obscurece estruturas subjacentes (vasos e brônquios). Pode representar hiperplasia adenomatosa atípica, adenocarcinoma in situ ou adenocarcinoma minimamente invasivo. O seguimento recomendado é mais conservador que nódulos sólidos, com TC em 6-12 meses e depois anualmente por ≥5 anos.
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