Quando indicar
RM hepatobiliar é superior à TC para caracterização de lesão hepática focal (especialmente em fígado cirrótico — LI-RADS), avaliação de vias biliares (colangio-RM), pancreatite crônica, doença de Crohn (entero-RM) e endometriose profunda.
O que avaliar
- Lesões focais hepáticas: sinal em T1/T2, difusão, padrão de realce dinâmico, fase hepatobiliar (com Primovist).
- Vias biliares: calibre, falhas de enchimento, anomalias congênitas.
- Pâncreas: ducto principal, lesões focais, calcificações.
- Quantificação: gordura hepática (PDFF), ferro hepático (R2*) quando aplicável.
- Alças intestinais (entero-RM): espessamento, realce, sinais inflamatórios, fístulas.
Modelo interativo
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INSTRUÇÕES:
- Medidas não devem ser realizadas na fase arterial
- Em análises comparativas, descrever se houve ou não crescimento da lesão, bem como se houve ou não redução de suas dimensões (atentar par os critérios de crescimento acima do limiar >50% em 6 meses ou menos).
- LR-M sempre descrever a principal hipótese da sua etiologia
- LR-TV descrever a principal hipótese da sua etiologia
- Sempre diferenciar entre trombose hemática e tumoral
PÓS-TRATAMENTO:
- Dividido em RADIOTERAPIA x NÃO RADIOTERAPIA
- Sempre dar a medida da área tratada + medida da lesão viável (se houver)
- Caso possua critérios auxiliares: restrição à difusão ou sinal intermediário em T2 (só existem na RM) - descrever os critérios utilizados. Só fazem upgrade de EQUÍVOCO para VIÁVEL (NÃO RADIOTERAPIA) ou de NONPROGRESSING para VIÁVEL (RADIOTERAPIA).
- Todas as lesões descritas no exame BASELINE devem ser descritas nos controles (se não for caracterizada - deixar descrito que a lesão não é caracterizada no presente estudo)
Técnica:
Foram obtidas imagens multiplanares ponderadas em T1 e T2, antes e após a administração intravenosa do meio de contraste paramagnético (gadolínio).
Análise:
- Transição toracoabdominal: bases pulmonares de aspecto preservado.
- Fígado: sinais de hepatopatia crônica caracterizada por redução das dimensões hepáticas, hipertrofia dos segmentos laterais do lobo esquerdo e do lobo caudado, alargamento das fissuras, contornos lobulados e parênquima heterogêneo.
OU
- Fígado: de dimensões e contornos preservados.
Caracterizam-se as seguintes lesões focais:
NÃO RADIOTERAPIA
- NÃO VIAVEL
Lesão 1: Lesão tratada no segmento , com conteúdo de necrose coagulativa, sem sinais de neoplasia viável, medindo cm (LR-TR não viável).
- EQUIVOCO
Lesão 1: Lesão tratada no segmento , com conteúdo de necrose coagulativa, com duvidosa área de realce na xxxxx, medindo cm, de aspecto indeterminado (LR-TR equívoco).
- VIAVEL
Lesão 1: Lesão tratada no segmento , com conteúdo de necrose coagulativa, medindo cm. Destaca-se componente de tumor viável com hipervascularização / lavagem do meio de contraste, localizado XXXX, medindo no seu maior eixo axial. Utilizados os critérios auxiliares de restrição à difusão e sinal intermediário em T2 para elevar de categoria (LR-TR viável).
RADIOTERAPIA
- NÃO VIAVEL
Lesão 1: Lesão tratada no segmento , sem realce evidente, sem sinais de neoplasia viável, medindo cm (LR-TR não viável).
- SEM PROGRESSÃO
Lesão 1: Lesão tratada no segmento , medindo cm, com redução de suas dimensões, redução da vascularização OU estabilidade das dimensões e estabilidade da vascularização (LR-TR SEM PROGRESSÃO).
- VIÁVEL
Lesão 1: Lesão tratada no segmento , medindo cm, com aumento de suas dimensões e de sua vascularização. OU com surgimento de componente vascularizado no segmento xxxx (LR-TR viável). Utilizados os critérios auxiliares de restrição à difusão e sinal intermediário em T2 para elevar de categoria
- Vascularização hepática: Veias hepáticas e porta pérvias. Não há sinais de trombose tumoral.
(sempre diferenciar trombose hemática de tumoral → colocar no laudo as características de trombose tumoral: em continuidade com a lesão xxx com sinal semelhante ao tumor xxxx com restrição à difusão xxx com realce ao meio de contraste - LR-TIV)
Descrever variações anatômicas.
Tronco celíaco sem variações anatômicas. Artéria hepática esquerda com origem na artéria gástrica esquerda / Artéria hepática direita com origem na artéria mesentérica superior.
Ausência de circulação colateral. XXXX Sinais de hipertensão portal com vasos colaterais de fino calibre periesofágicos, perigástricos e periesplênicos. Recanalização da veia para-umbilical.
- Vias biliares: não há dilatação das vias biliares.
- Ascite: pequena XXXX moderada acentuada quantidade de líquido livre na cavidade.
- Baço: normal. Esplenomegalia (índice esplênico - normal de até 480).
Demais achados:
- Transição toracoabdominal: bases pulmonares de aspecto preservado.
- Pâncreas: dimensões normais e sinal preservado. Não há dilatação do ducto pancreático principal.
- Rins: dimensões normais e espessura do parênquima preservada. Não há hidronefrose.
- Adrenais: sem nódulos.
- Alças intestinais: alças do intestino delgado e grosso sem particularidades ao método.
- Peritôneo e retroperitôneo: ausência de linfonodomegalias.
- Vasos: aorta e veia cava inferior de calibre e morfologia habitual.
- Bexiga: sem particularidades ao método.
- Demais estruturas pélvicas: sem particularidades ao método.
- Partes moles e estruturas ósseas: sem alterações significativas.
Comparação:
Não há exames anteriores disponíveis para comparação.
Conclusão:
Sinais de hepatopatia crônica.
Nódulos com sinais de tratamento - LR-TR - X.
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https://www.acr.org/Clinical-Resources/Reporting-and-Data-Systems/LI-RADS
*LI-RADS® ACR CT/MRI Nonradiation TRA v2024
*LI-RADS® ACR CT/MRI Radiation TRA v2024
Como usar
- Substitua cada [...] pela medida ou descritor do exame.
- Adapte a conclusão ao protocolo do seu serviço antes de assinar.
- Use o modelo como ponto de partida — não como substituto da revisão médica.
- Na Laudos.AI, dite os achados em fala natural e a IA estrutura o texto neste formato para revisão.
Classificações relacionadas
Perguntas frequentes
- LI-RADS — quando usar Primovist (gadoxetato)?
- Lesão hepatobiliar com fase hepatobiliar específica (20 min pós-injeção) ajuda a caracterizar HCC, hiperplasia nodular focal e metástases. Vantagens em LR-3 e LR-4 com características de washout limítrofe.
- Quando RM em pancreatite?
- Pancreatite recorrente sem etiologia clara (colangio-RM para microlitíase, anomalias congênitas), pancreatite crônica para mapeamento de ductos e caracterização de lesões císticas pancreáticas.
- Quantificação de gordura hepática — qual técnica?
- PDFF (proton density fat fraction) com sequências multi-eco é a referência não-invasiva. > 5% indica esteatose; correlacionar com biópsia em estudos clínicos.
Referências
- ACR LI-RADS v2018 CT/MRI.
- Reeder SB et al., JMRI 2011 (PDFF).