Radiologia Urogenital
Subespecialidade dedicada ao diagnóstico por imagem do trato urinário e sistema genital masculino e feminino, incluindo rins, ureteres, bexiga, próstata, útero e ovários.
Visao geral
A radiologia urogenital abrange a avaliação por imagem dos rins, ureteres, bexiga, uretra, próstata, testículos, útero, ovários e estruturas pélvicas. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum em homens (após pele não melanoma), com cerca de 72.000 novos casos/ano estimados pelo INCA, e a RM multiparamétrica da próstata tornou-se ferramenta essencial para diagnóstico e estadiamento. A ultrassonografia é o método inicial para a maioria das indicações urogenitais: cólica renal, massas renais, avaliação pélvica feminina e escrotal. A TC sem contraste é o padrão-ouro para nefrolitíase, enquanto a uro-TC (com fase excretora) avalia todo o trato urinário. A RM pélvica é fundamental para estadiamento de tumores ginecológicos e avaliação de endometriose profunda. A histerossalpingografia (HSG) permanece importante na avaliação de infertilidade, embora a histerossonografia e a RM estejam assumindo parte dessas indicações. A radiologia urogenital exige conhecimento de múltiplas modalidades e correlação com dados laboratoriais e clínicos.
Exames mais comuns
Ultrassonografia de aparelho urinário
Ultrassonografia
Ultrassonografia pélvica transvaginal
Ultrassonografia
TC sem contraste (cólica renal)
Tomografia Computadorizada
RM multiparamétrica da próstata
Ressonância Magnética
RM de pelve feminina
Ressonância Magnética
Uro-TC (com fase excretora)
Tomografia Computadorizada
Ultrassonografia escrotal
Ultrassonografia
RM para endometriose profunda
Ressonância Magnética
Histerossalpingografia
Fluoroscopia
Patologias-chave
Impacto da IA
A IA na radiologia urogenital está focada na detecção e classificação de lesões prostáticas na RM (PI-RADS assistido por IA), segmentação automatizada da próstata e detecção de cálculos renais em TC. Algoritmos para avaliação de massas renais e ovarianas estão em desenvolvimento. O futuro inclui predição de grau Gleason na RM prostática por radiômica, triagem automatizada de massas renais incidentais, mapeamento automatizado de endometriose profunda na RM e avaliação oportunística de volume prostático e composição renal em TCs abdominais. Principais aplicações: Detecção e classificação de lesões prostáticas (PI-RADS assistido), Segmentação automatizada da próstata na RM, Detecção de cálculos renais e medição automatizada em TC, Caracterização de massas renais na TC/RM, Avaliação automatizada de massas ovarianas por O-RADS, Predição de grau Gleason por radiômica prostática.
Dicas de especialistas
Na RM de próstata, domine as sequências: T2 (anatomia zonal), difusão/ADC (restrição = suspeita) e DCE (realce precoce). A zona de transição e a zona periférica têm critérios PI-RADS diferentes.
Para cólica renal na TC, use janela de osso para visualizar cálculos pequenos e avalie sinais secundários: hidrouretronefrose, borramento da gordura perirrenal, espessamento da parede ureteral.
Na avaliação de massas renais, descreva: tamanho, localização (cortical, medular, exofítica), padrão de realce em cada fase, componente cístico vs. sólido e extensão extrarrenal.
RM de pelve para endometriose requer preparo intestinal (gel ou enema). Avalie sistematicamente: ligamentos uterossacros, septo retovaginal, reto-sigmoide, bexiga e ureteres.
No US transvaginal para massas ovarianas, aplique os descritores IOTA (International Ovarian Tumor Analysis): regras simples B1-B5 (benignas) e M1-M5 (malignas) para classificação inicial.
PI-RADS 3 é a zona cinzenta — aprenda quando recomendar biópsia vs. seguimento. Fatores como PSA, volume prostático (PSA density) e localização da lesão auxiliam na decisão.