A evidência acumulada nos 67 estudos aponta para uma conclusão inequívoca: LLMs são ferramentas poderosas quando utilizadas em tarefas bem definidas, com supervisão humana e com consciência de suas limitações. São perigosos quando tratados como oráculos.
Para o radiologista na prática diária, três princípios emergem desta revisão:
Utilize LLMs para automatizar tarefas repetitivas e estruturadas — simplificação, formatação, vocabulário padronizado. Não delegue o julgamento diagnóstico a um modelo que não entende o que está dizendo.
Todo texto gerado por LLM deve ser tratado como rascunho, não como produto final. A fluência linguística não é indicador de acurácia factual. Revise cada achado, cada medida, cada recomendação.
LLMs treinados ou fine-tuned especificamente para radiologia demonstram melhor performance e menor taxa de alucinações domínio-específicas do que modelos generalistas. Priorize ferramentas desenvolvidas para o contexto radiológico.
"A melhor IA para radiologia não é a que gera o laudo mais bonito. É a que potencializa a capacidade do radiologista sem nunca deixá-lo esquecer que a responsabilidade final é dele."
Fluxo atual
Voz natural
O radiologista fala os achados como pensa; a plataforma organiza estrutura, pontuação e revisão.
Laudo estruturado
Templates e campos preservam padrão por modalidade sem bloquear edição médica antes da assinatura.
Governança
A adoção real depende de acesso, auditoria, LGPD, integrações e rastreabilidade operacional.