Agora a pergunta incômoda: em quantos desses 300 exames você realmente pensou ? Em quantos você parou, questionou, considerou diagnósticos diferenciais? Em quantos você olhou para o nome do paciente e lembrou que é uma pessoa, não um número de acesso?
"Velocidade sem atenção é negligência disfarçada de eficiência."
O burnout não chega de uma vez. Ele se instala aos poucos, tão gradualmente que você nem percebe estar afundando.
Cansaço constante. Dores nas costas, pescoço, punhos. Olhos secos e irritados. Você atribui ao "trabalho puxado" e segue em frente. Afinal, todo mundo trabalha assim, não é?
Os exames viram números. Pacientes viram "casos". Você para de se importar com a história por trás de cada imagem. É um mecanismo de defesa — seu cérebro te protegendo de colapsar. Mas é também o início da despersonalização.
"Por que eu fiz medicina mesmo?" A pergunta que ninguém quer fazer em voz alta. Você começa a questionar suas escolhas, inveja amigos em outras carreiras, fantasia sobre largar tudo. A qualidade do seu trabalho começa a cair — e você percebe.
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