RM de Ombro para Avaliação do Manguito Rotador
Dor no ombro, suspeita de lesão do manguito rotador, impacto subacromial
Indicacoes clinicas
- Dor no ombro, suspeita de lesão do manguito rotador, impacto subacromial
Preparacao do paciente
Não requer jejum
Remover todos os objetos metálicos
Posicionar em decúbito dorsal com o braço em rotação neutra ao longo do corpo
Bobina dedicada de ombro (shoulder coil)
Palma da mão voltada para cima (leve rotação externa)
Protocolo passo a passo
Localizador 3 planos
Localizador rápido. Planejar os cortes oblíquos com base na anatomia da escápula.
Coronal oblíquo T2 com saturação de gordura
Plano coronal oblíquo paralelo ao tendão supraespinal. Principal sequência para avaliação do manguito rotador.
espessura: 3-4 mm | gap: 0.3 mm | FOV: 160-180 mm | angulação: Paralelo ao supraespinal
Coronal oblíquo T1
Coronal oblíquo T1 para avaliação anatômica, degeneração gordurosa do manguito e músculo.
espessura: 3-4 mm | gap: 0.3 mm
Sagital oblíquo T2 com saturação de gordura
Sagital oblíquo perpendicular ao supraespinal. Avaliação da extensão ântero-posterior das lesões e degeneração gordurosa muscular.
espessura: 3-4 mm | gap: 0.3 mm | angulação: Perpendicular ao supraespinal
Axial T2 com saturação de gordura
Axial T2 fat sat do acrômio à axila. Avaliação do tendão subescapular, bíceps, labrum e cápsula.
espessura: 3-4 mm | gap: 0.3 mm | FOV: 160-180 mm
Axial T1
Axial T1 complementar para anatomia e avaliação do labrum glenoidal.
espessura: 3-4 mm
Sagital oblíquo T1 (opcional)
T1 sagital oblíquo para avaliação da degeneração gordurosa dos músculos do manguito (classificação Goutallier).
espessura: 3-4 mm
Parametros tecnicos
| Parametro | Valor |
|---|---|
| Campo magnético | 1.5T ou 3T |
| Bobina | Shoulder coil dedicada |
| Espessura | 3-4 mm |
| FOV | 160-180 mm |
| Matriz | 256 x 256 ou superior |
| Gap | 0.3 mm |
| Plano principal | Coronal oblíquo (paralelo ao supraespinal) |
| Tempo total | 25-35 minutos |
Dicas praticas
Classificar lesões em: tendinopatia, lesão parcial (articular/bursal/intrassubstancial) ou lesão completa (espessura total)
Medir retração e gap da lesão em espessura total — influencia decisão cirúrgica
Avaliar degeneração gordurosa muscular pela classificação de Goutallier (0 a 4) nos cortes sagitais T1
Sempre avaliar: supraespinal, infraespinal, subescapular, tendão do bíceps (porção longa) e labrum
Descrever morfologia acromial: tipo I (plano), II (curvo), III (gancho) — impacto subacromial
Ângulo mágico a 55° pode causar hipersinal tendíneo no T1 e DP simulando tendinopatia — confirmar em T2
Tendinopatia insercional do supraespinal com hipersinal em T2 pode ser confundida com lesão parcial bursal
Lesão do subescapular é frequentemente subdiagnosticada — avaliar cuidadosamente nos cortes axiais
Derrame articular moderado pode dificultar a diferenciação entre lesão parcial articular e espessura total
Degeneração gordurosa grau 3-4 de Goutallier contraindica reparo cirúrgico em muitos protocolos