RM de Encéfalo para Avaliação de Tumor Cerebral
Investigação ou seguimento de neoplasia intracraniana
Indicacoes clinicas
- Investigação ou seguimento de neoplasia intracraniana
Preparacao do paciente
Jejum de 4 horas (para administração de gadolínio)
Verificar função renal (TFGe) — risco de FSN com TFGe < 30
Verificar contraindicações para RM e gadolínio
Posicionar com bobina de crânio multicanal
Acesso venoso para contraste paramagnético
Informacoes sobre contraste
Gadolínio (macrocíclico preferencial: gadobutrol, gadoterato)
0.1 mmol/kg (0.1 mL/kg de solução 1M para gadobutrol)
2 mL/s | 5 minutos para sequências pós-contraste
Protocolo passo a passo
Localizador 3 planos
Localizador rápido para planejamento das sequências.
Axial T1 pré-contraste
Sequência T1 axial antes da injeção de gadolínio para referência de sinal.
espessura: 4-5 mm | gap: 1 mm
Axial T2
Sequência T2 axial para avaliação de edema e extensão tumoral.
espessura: 4-5 mm | gap: 1 mm
Axial FLAIR
FLAIR axial para melhor avaliação de edema perilesional, infiltração tumoral e lesões corticais.
espessura: 4-5 mm | gap: 1 mm
Difusão (DWI/ADC)
Sequência de difusão com mapa ADC. Avalia celularidade tumoral e ajuda na graduação.
b_values: 0, 1000 s/mm² | espessura: 4-5 mm
T2*/SWI
Suscetibilidade magnética para detectar hemorragia intratumoral, calcificações e neovascularização.
espessura: 2-3 mm
Perfusão (DSC ou ASL)
Perfusão por suscetibilidade dinâmica (DSC-PWI) com mapas de rCBV. Auxiliar na graduação tumoral e diferenciação recidiva vs pseudoprogressão.
TR: 1500 ms | volumes_dinâmicos: 40-60
Espectroscopia (opcional)
Espectroscopia de prótons (single ou multivoxel) para avaliação metabólica: relação Cho/NAA, lactato, lipídios.
TE: 35 ms e 144 ms | voxel: Dentro da lesão + contralateral normal
Injeção de gadolínio
Injetar gadolínio e aguardar 5 minutos para equilíbrio.
dose: 0.1 mmol/kg | velocidade: 2 mL/s | flush: 20 mL SF
3D T1 pós-contraste volumétrico
Sequência 3D T1 pós-gadolínio de alta resolução para avaliação de realce e planejamento cirúrgico/radioterápico.
voxel: 1 x 1 x 1 mm | TR: 2300 ms | TE: 2-3 ms
Axial T1 pós-contraste
T1 axial pós-gadolínio para comparação direta com o T1 pré-contraste.
espessura: 4-5 mm | gap: 1 mm
Parametros tecnicos
| Parametro | Valor |
|---|---|
| Campo magnético | 1.5T ou 3T |
| Bobina | Crânio multicanal |
| T1 3D pós-contraste voxel | 1 x 1 x 1 mm isotrópico |
| Espessura rotina | 4-5 mm |
| DWI b-values | 0 e 1000 s/mm² |
| Perfusão DSC | 40-60 volumes dinâmicos |
| Tempo total | 40-60 minutos |
Dicas praticas
Sempre comparar T1 pré e pós-contraste para confirmar realce verdadeiro
rCBV elevado (> 1.75 em relação ao parênquima normal) sugere alto grau
Espectroscopia com Cho/NAA > 2 e presença de lactato sugere alto grau
Utilizar critérios RANO para seguimento de gliomas em tratamento
Incluir sempre sequência de difusão — restrição à difusão sugere alta celularidade
Pseudoprogressão após radioterapia + temozolomida pode simular recidiva tumoral — perfusão e espectroscopia ajudam
Pseudorresposta com bevacizumabe pode mascarar progressão tumoral em FLAIR
Realce meníngeo pós-cirúrgico é esperado — não confundir com disseminação leptomeníngea
Gliomas de baixo grau podem não realçar — avaliar extensão em FLAIR
Linfoma SNC pode ter difusão restrita intensa simulando abscesso