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Protocolo de Exame

RM de Encéfalo - Protocolo para Epilepsia

Epilepsia refratária, investigação de foco epileptogênico

RMEncéfalo

Indicacoes clinicas

  • Epilepsia refratária, investigação de foco epileptogênico

Preparacao do paciente

1

Não requer jejum (sedação pode necessitar jejum de 6h)

2

Remover todos os objetos metálicos

3

Checar questionário de segurança para RM (implantes, marcapasso, clipes)

4

Posicionar com bobina de crânio multicanal (mínimo 8 canais, ideal 32 canais)

5

Imobilizar a cabeça com coxins laterais

6

Considerar sedação para pacientes com crises frequentes

Protocolo passo a passo

1

Localizador 3 planos

Adquirir localizador rápido nos três planos ortogonais.

2

Sagital 3D T1 volumétrico

Sequência 3D T1 (MPRAGE ou SPGR) de alta resolução isotrópica para avaliação estrutural e reformatação multiplanar.

voxel: 1 x 1 x 1 mm | TR: 2300-2500 ms | TE: 2-3 ms | TI: 900 ms

3

Coronal T2 oblíquo perpendicular ao hipocampo

Cortes coronais finos perpendiculares ao eixo longo do hipocampo. Fundamental para avaliação de esclerose mesial temporal.

espessura: 2-3 mm | gap: 0.2-0.3 mm | FOV: 200 mm | matriz: 512 x 512

4

Coronal FLAIR oblíquo perpendicular ao hipocampo

Mesma angulação do T2 coronal. Avalia hipersinal hipocampal e lesões corticais/subcorticais.

espessura: 2-3 mm | TI: 2500 ms | TR: 9000 ms

5

Axial FLAIR

Sequência FLAIR axial para avaliação global do encéfalo, lesões corticais e periventriculares.

espessura: 4-5 mm | gap: 1 mm

6

Axial T2*/SWI

Sequência suscetibilidade para detectar calcificações, hemossiderina e malformações cavernosas.

espessura: 2-3 mm

7

3D FLAIR volumétrico (opcional)

Sequência 3D FLAIR isotrópica para detecção de displasias corticais focais e lesões sutis. Alta sensibilidade para alterações corticais.

voxel: 1 x 1 x 1 mm

Parametros tecnicos

ParametroValor
Campo magnético3T preferencial (1.5T aceitável)
BobinaCrânio multicanal (32 canais ideal)
Voxel T1 3D1 x 1 x 1 mm isotrópico
Espessura coronal2-3 mm
FOV coronal200-220 mm
Matriz coronal512 x 512 (mínimo 256 x 256)
Tempo total35-50 minutos
Angulação coronalPerpendicular ao eixo longo do hipocampo

Dicas praticas

Usar 3T sempre que possível — aumenta significativamente a detecção de displasias corticais

Avaliar sistematicamente: hipocampos (volume e sinal), córtex (espessura e morfologia), substância branca (sinal)

Comparar volume e sinal dos hipocampos lado a lado

O borramento da transição córtico-subcortical é o achado mais sensível de displasia cortical

Pós-processamento com VBM (voxel-based morphometry) pode revelar lesões sutis

Assimetria hipocampal sutil pode ser fisiológica — usar volumetria quando disponível

Displasia cortical focal tipo IIb pode ser muito sutil em 1.5T — preferir 3T

Heterotopia periventricular pode ser confundida com veias subependimárias

Cisto aracnoide temporal pode ser achado incidental e não o foco epileptogênico

Esclerose mesial temporal bilateral assimétrica pode ser subdiagnosticada

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