Mamografia Digital Diagnóstica
Avaliação de achado clínico palpável, secreção mamilar, investigação de achado de rastreamento (BI-RADS 0)
Indicacoes clinicas
- Avaliação de achado clínico palpável, secreção mamilar, investigação de achado de rastreamento (BI-RADS 0)
Preparacao do paciente
Mesmas orientações da mamografia de rastreamento
Marcar com marcador radiopaco a região de queixa clínica ou cicatriz cirúrgica
Informar lado e localização exata da queixa
Trazer exames anteriores para comparação
Protocolo passo a passo
Incidências padrão (CC e MLO bilateral)
Adquirir CC e MLO bilateral como na mamografia de rastreamento, se não realizadas recentemente.
mesmos_parâmetros: da mamografia de rastreamento
Incidências complementares dirigidas
Conforme indicação clínica: compressão localizada (spot compression), magnificação, tangencial, roll (CC com rotação), Cleopatra (MLO exagerada), axilar.
Compressão localizada (spot compression)
Compressão focal sobre a área de interesse para avaliar se a lesão é real ou sobreposição de tecido. Dispersão = sobreposição. Persistência = lesão real.
compressor: Spot paddle (menor diâmetro)
Magnificação
Incidência com magnificação (1.5-2x) para avaliação de microcalcificações: morfologia, distribuição e extensão.
foco: Fino (0.1 mm) | magnificação: 1.5-2x
Tomossíntese dirigida (quando disponível)
Tomossíntese focada na região de interesse para avaliação tridimensional.
Parametros tecnicos
| Parametro | Valor |
|---|---|
| Detector | Digital direto (DR) |
| Compressor spot | Diâmetro reduzido para compressão focal |
| Magnificação | 1.5-2x com foco fino (0.1 mm) |
| Marcador radiopaco | Na queixa clínica |
| Incidências adicionais | Conforme indicação específica |
| Dose | Pode ser maior que rastreamento devido a incidências adicionais |
Dicas praticas
BI-RADS diagnóstico: 1 (negativo), 2 (benigno), 3 (provavelmente benigno), 4 (suspeito: 4A/4B/4C), 5 (altamente suspeito), 6 (malignidade confirmada)
BI-RADS 3: seguimento semestral por 2 anos (VPP < 2%)
BI-RADS 4: biópsia indicada (VPP 2-95%: 4A 2-10%, 4B 10-50%, 4C 50-95%)
Sempre correlacionar com exame clínico e US complementar em mamas densas
Na dúvida entre sobreposição e lesão real, tomossíntese ou US podem resolver
Nódulo palpável sem correspondente mamográfico em mama densa não exclui malignidade — US obrigatória
Assimetria focal que persiste na compressão localizada deve ser considerada real e avaliada com US
Calcificações amorfas agrupadas são indeterminadas — magnificação é obrigatória para melhor morfologia
Distorção arquitetural pode ser muito sutil na mamografia 2D — tomossíntese aumenta detecção
Mama operada com cicatriz pode simular distorção arquitetural — correlacionar com história cirúrgica