Densitometria Óssea por DXA (DEXA) Padrão
Rastreamento e diagnóstico de osteoporose, avaliação de risco de fratura
Indicacoes clinicas
- Rastreamento e diagnóstico de osteoporose, avaliação de risco de fratura
Preparacao do paciente
Não requer jejum
Remover objetos metálicos da região a ser avaliada (fivelas, zíper, joias)
Evitar exames com bário ou contraste iodado nas 72h anteriores
Informar sobre fraturas, próteses articulares ou material de osteossíntese
Peso e altura atualizados para cálculo de IMC e referência
Protocolo passo a passo
Posicionamento - Coluna lombar AP
Paciente em decúbito dorsal. Flexionar quadris e joelhos com suporte triangular para retificar a lordose. Centralizar na linha média.
região: L1-L4 | posição: Decúbito dorsal, quadris fletidos
Aquisição - Coluna lombar L1-L4
Adquirir densitometria da coluna lombar incluindo L1 a L4. Verificar identificação correta dos níveis vertebrais.
vértebras: L1-L4 | ROI: Cada vértebra + total
Posicionamento - Fêmur proximal
Membro inferior em rotação interna de 15-25° (trocanter menor pouco visível). Posicionar o pé no suporte de rotação.
rotação_interna: 15-25°
Aquisição - Fêmur proximal bilateral
Adquirir fêmur proximal bilateral: colo do fêmur, trocanter, região intertrocantérica e total do fêmur. Usar o fêmur com menor T-score para classificação.
ROIs: Colo femoral, trocânter, intertrocantérica, total do fêmur
Análise e verificação
Verificar posicionamento, identificação correta dos ROIs, excluir vértebras com artefatos (osteófitos, fraturas, escoliose) da análise.
Corpo inteiro (quando indicado)
Aquisição de corpo inteiro para composição corporal (massa magra, massa gorda, conteúdo mineral ósseo total).
Parametros tecnicos
| Parametro | Valor |
|---|---|
| Método | DXA (Dual-energy X-ray Absorptiometry) |
| Regiões padrão | Coluna lombar AP (L1-L4) + Fêmur proximal bilateral |
| ROIs coluna | L1, L2, L3, L4 individuais e total L1-L4 |
| ROIs fêmur | Colo femoral, trocânter, intertrocantérica, total do fêmur |
| Dose de radiação | < 10 μSv por sítio (muito baixa) |
| Precisão | CV < 1% para coluna, < 1.5% para fêmur |
| Tempo total | 15-20 minutos |
Dicas praticas
Critérios OMS: T-score ≥ -1.0 = normal; -1.0 a -2.5 = osteopenia; ≤ -2.5 = osteoporose; ≤ -2.5 + fratura = osteoporose grave
T-score é usado em mulheres pós-menopausa e homens > 50 anos. Z-score é preferido em pré-menopausa, homens < 50 e crianças
Variação mínima significativa (LSC): ~3% para coluna e ~5% para fêmur — mudanças menores que o LSC não são significativas
Usar sempre o mesmo equipamento e fabricante para seguimento longitudinal
Excluir até 2 vértebras da análise se artefatos; usar mínimo de 2 vértebras para classificação válida
Alterações degenerativas da coluna (osteófitos, calcificações aórticas, escoliose) falsamente elevam a DMO — excluir vértebras afetadas
Fraturas vertebrais por compressão alteram a DMO — excluir da análise
Prótese de quadril impede avaliação do fêmur ipsilateral — avaliar contralateral
Posicionamento incorreto (rotação inadequada do fêmur) altera os valores de DMO do colo
Variação de peso corporal significativa entre exames pode afetar a comparação longitudinal