Perguntas Frequentes sobre Neuroimagem Pediátrica em Radiologia
FAQ sobre neuroimagem pediátrica: ultrassom transfontanelar, mielinização, trauma não acidental, tumores da fossa posterior.
O US transfontanelar é indicado para: rastreamento de hemorragia peri-intraventricular (HPIV) em prematuros (<32 semanas), hidrocefalia, leucomalácia periventricular, infecções congênitas (TORCH), anomalias congênitas do SNC. Protocolo: imagens coronais e sagitais pela fontanela anterior. Janela disponível até fechamento (~12-18 meses). Limitações: pobre visualização de convexidade e fossa posterior.
A mielinização segue padrão previsível caudo-cranial e centro-periférico. Em T1: mielina aparece como hipersinal (mais útil nos primeiros 6 meses). Em T2: mielina aparece como hipossinal (mais útil após 6 meses). Marcos: ao nascimento, tronco e cerebelo mielinizados; 3 meses, braço posterior da cápsula interna; 6 meses, esplênio do corpo caloso; 8-12 meses, joelho do corpo caloso; 2 anos, praticamente completa. Atraso sugere leucodistrofia.
Achados suspeitos: hematomas subdurais de diferentes idades (hiperagudo + crônico), hemorragias retinianas, fraturas de crânio complexas ou bilaterais, lesão axonal difusa em lactente, fraturas metafisárias tipo alça de balde (esqueleto), fraturas costais posteriores. O padrão shaken baby inclui: hematoma subdural fino bilateral, edema cerebral difuso e hemorragias retinianas. TC e RM são complementares nessa avaliação.
Os três tumores mais comuns: 1) Astrocitoma pilocítico: cisto com nódulo mural, realce intenso do nódulo, bom prognóstico; 2) Meduloblastoma: massa sólida do verme cerebelar, hiperdensa na TC, restrição à difusão, disseminação leptomeníngea; 3) Ependimoma: origina do assoalho do 4º ventrículo, extrusão pelo forame de Luschka (plastic appearance), calcificações frequentes. O DIPG (glioma pontino intrínseco difuso) tem prognóstico grave.
Preferir RM quando possível (sem radiação): avaliação de convulsões, atraso do desenvolvimento, tumores, malformações, desmielinização. TC indicada em: trauma agudo (rapidez, osso), hidrocefalia aguda, avaliação de derivação ventricular. Princípio ALARA: usar menor dose possível na TC. Em <6 meses, US transfontanelar pode ser alternativa à TC. Sedação para RM em <5 anos é frequentemente necessária; protocolos rápidos (5-10 min) podem evitar sedação.
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