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Classificacao Radiologica

BI-RADS

Breast Imaging Reporting and Data System (ACR BI-RADS 5th Edition, 2013)

Sistema padronizado do American College of Radiology para classificação de achados em exames de imagem mamária. Universalmente adotado, o BI-RADS garante comunicação clara entre radiologistas e médicos solicitantes, estratificando o risco de malignidade e orientando a conduta clínica.

Mamografia / Ultrassonografia / Ressonância MagnéticaMama

Categorias

0Incompleto

Avaliação incompleta. Necessita de exame adicional de imagem (incidências complementares, ultrassonografia, ressonância magnética) ou comparação com exames anteriores para categorização definitiva.

Minimo
Conduta

Avaliação adicional de imagem necessária antes da categorização final.

Achados tipicos
  • Achado que requer complementação com outra modalidade
  • Ausência de exames anteriores para comparação quando necessário
  • Imagem tecnicamente limitada
1Negativo

Exame negativo. Nenhum achado a relatar. As mamas são simétricas e não há massas, distorções arquiteturais ou calcificações suspeitas.

Minimo
Conduta

Rastreamento de rotina conforme faixa etária (anual ou bienal).

Achados tipicos
  • Mamas simétricas sem achados
  • Ausência de massas, calcificações ou distorções
2Achado benigno

Achado definitivamente benigno. Inclui cistos simples, linfonodos intramamários, fibroadenomas calcificados, implantes e alterações pós-cirúrgicas estáveis. Risco de malignidade essencialmente 0%.

Minimo
Conduta

Rastreamento de rotina. Nenhuma investigação adicional necessária.

Achados tipicos
  • Cistos simples
  • Linfonodos intramamários típicos
  • Fibroadenomas calcificados ou involutivos
  • Calcificações vasculares, cutâneas ou em fio de sutura
  • Lipomas, hamartomas
  • Implantes íntegros
3Achado provavelmente benigno

Achado com probabilidade de malignidade inferior a 2%. Indicado seguimento em curto intervalo (6 meses) para comprovação de estabilidade. Após 2 anos de estabilidade, reclassificar como BI-RADS 2.

Baixo
Conduta

Seguimento em curto intervalo: 6 meses para o lado acometido, 12 meses bilateral. Estabilidade por 2 anos permite reclassificação para categoria 2.

Achados tipicos
  • Nódulo sólido circunscrito não calcificado (mamografia)
  • Assimetria focal sem achados associados
  • Agrupamento de calcificações redondas ou puntiformes
  • Cisto complicado isolado (ultrassonografia)
4ABaixa suspeição de malignidade

Achado com baixa probabilidade de malignidade (2% a 10%). Biópsia recomendada, porém a expectativa é de resultado benigno.

Moderado
Conduta

Biópsia percutânea recomendada (core biopsy ou biópsia assistida por vácuo).

Achados tipicos
  • Nódulo sólido palpável, parcialmente circunscrito
  • Cisto complicado palpável
  • Abscesso ou achado sugestivo de processo inflamatório/infeccioso
4BSuspeição intermediária de malignidade

Achado com probabilidade intermediária de malignidade (10% a 50%). A correlação anatomopatológica é fundamental.

Alto
Conduta

Biópsia percutânea necessária. Correlação radiopatológica obrigatória.

Achados tipicos
  • Nódulo sólido com margens parcialmente indistintas ou microlobuladas
  • Agrupamento de calcificações amorfas ou heterogêneas grosseiras
  • Nódulo de aparecimento recente ou em crescimento
4CAlta suspeição de malignidade

Achado com alta probabilidade de malignidade (50% a 95%), porém sem as características clássicas de malignidade da categoria 5.

Alto
Conduta

Biópsia percutânea necessária. Resultado benigno requer correlação estrita.

Achados tipicos
  • Nódulo sólido irregular com margens indistintas
  • Calcificações finas pleomórficas em distribuição segmentar
  • Novo agrupamento de calcificações finas lineares
5Altamente sugestivo de malignidade

Achado com probabilidade de malignidade igual ou superior a 95%. Aspecto clássico de carcinoma mamário. Biópsia é mandatória para confirmação histológica antes do tratamento.

Muito alto
Conduta

Biópsia percutânea obrigatória para confirmação histológica. Planejamento terapêutico subsequente.

Achados tipicos
  • Nódulo espiculado de alta densidade
  • Calcificações finas lineares ou finas ramificadas em distribuição segmentar
  • Nódulo espiculado com calcificações associadas
  • Distorção arquitetural com retração cutânea
6Malignidade comprovada por biópsia

Malignidade já confirmada por biópsia prévia. Utilizada para exames realizados durante estadiamento ou acompanhamento de tratamento neoadjuvante, antes da terapia definitiva.

Muito alto
Conduta

Conduta conforme planejamento oncológico. Excisão cirúrgica, quimioterapia neoadjuvante ou radioterapia conforme estadiamento.

Achados tipicos
  • Lesão com diagnóstico histológico confirmado de malignidade
  • Avaliação de extensão da doença antes do tratamento definitivo

Tabela de referencia rapida

CategoriaRiscoConduta
0IncompletoMinimoAvaliação adicional de imagem necessária antes da categorização final.
1NegativoMinimoRastreamento de rotina conforme faixa etária (anual ou bienal).
2Achado benignoMinimoRastreamento de rotina. Nenhuma investigação adicional necessária.
3Achado provavelmente benignoBaixoSeguimento em curto intervalo: 6 meses para o lado acometido, 12 meses bilateral. Estabilidade por 2 anos permite reclassificação para categoria 2.
4ABaixa suspeição de malignidadeModeradoBiópsia percutânea recomendada (core biopsy ou biópsia assistida por vácuo).
4BSuspeição intermediária de malignidadeAltoBiópsia percutânea necessária. Correlação radiopatológica obrigatória.
4CAlta suspeição de malignidadeAltoBiópsia percutânea necessária. Resultado benigno requer correlação estrita.
5Altamente sugestivo de malignidadeMuito altoBiópsia percutânea obrigatória para confirmação histológica. Planejamento terapêutico subsequente.
6Malignidade comprovada por biópsiaMuito altoConduta conforme planejamento oncológico. Excisão cirúrgica, quimioterapia neoadjuvante ou radioterapia conforme estadiamento.

Referencias

  1. D'Orsi CJ, Sickles EA, Mendelson EB, Morris EA. ACR BI-RADS Atlas, Breast Imaging Reporting and Data System. 5th ed. Reston, VA: American College of Radiology; 2013.
  2. Mercado CL. BI-RADS update. Radiol Clin North Am. 2014;52(3):481-487.
  3. Spak DA, Plaxco JS, Santiago L, Dryden MJ, Dogan BE. BI-RADS fifth edition: A summary of changes. Diagn Interv Imaging. 2017;98(3):179-190.

Perguntas Frequentes

O que significa BI-RADS 3 na mamografia?

BI-RADS 3 indica um achado provavelmente benigno, com risco de malignidade inferior a 2%. A conduta recomendada é seguimento em curto intervalo (6 meses) para comprovar estabilidade. Não está indicada biópsia imediata. Após 2 anos de estabilidade, o achado pode ser reclassificado como BI-RADS 2 (benigno).

Qual a diferença entre BI-RADS 4A, 4B e 4C?

As subcategorias do BI-RADS 4 estratificam o risco de malignidade: 4A (2-10%) indica baixa suspeição, 4B (10-50%) indica suspeição intermediária e 4C (50-95%) indica alta suspeição. Todas requerem biópsia, mas a subdivisão ajuda na correlação radiopatológica e na decisão sobre seguimento quando o resultado é benigno.

Quando usar BI-RADS 0?

BI-RADS 0 é utilizado quando a avaliação é incompleta e são necessários exames complementares, como incidências mamográficas adicionais, ultrassonografia ou comparação com exames anteriores, para definir a categorização final.

O BI-RADS se aplica apenas à mamografia?

Não. O sistema BI-RADS do ACR possui léxicos específicos para mamografia, ultrassonografia mamária e ressonância magnética das mamas. Os princípios de categorização (0 a 6) são os mesmos nas três modalidades, mas os descritores de achados são adaptados para cada método.

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